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16.
ARMAS AMORES- 2000
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| HÁ
POEMAS DE ARMAS...
Este Armas Amores busca saltar de dois meros substantivos
à força da conjugação do verbo
armar. Armar de amor o amar, armar de justiça o injustiçado,
armar de brilho o escuro. Conjugar a humanidade com o verbo
da igualdade luxuosa de um beijo do sol, da mesa bem posta,
emprego, prazer.
Eu armo amores...
Tu armas amores...
Estratejemos todos nós algum armamento pacificador
para que fome e alimento, sede e saciedade se completem.
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Armas
Amores é uma multiplicidade
de contrastes, colocados frente a frente, a cada página
par e ímpar do livro: claro/escuro, idas/vindas, amar/desamar,
armar/desarmar...
Estes poemas nasceram do vício diário de se
querer consertar o mundo, concertá-lo com a batuta
mágica de maestro especialista em sons da paz.
O poeta retesa o arco dos braços, a voz, o verso. E
dispara flechas de justiça no alvo da desigualdade...
Setas de esperançosa luz nos corações
de 50 milhões de brasileiros e de 800 milhões
de humanos, no mundo, que estatísticas anunciam viver
abaixo da linha da miséria.
As palavras de Victor Hugo martelam na mente, do primeiro
verso amoroso a este repleto de irmã esperança:
A arte literária não muda o mundo. Mas mudam
os homens que mudam o mundo.
A ti – que armas amores antes que armem ardis; armas
amores para que desarmem injustiças e descarrilem ódios
– elegerão verdadeiro humano.
É sempre tempo de revigorar os sonhos, pois há
poemas de armas...
... E HÁ POEMAS DE AMORES
O nome da mulher amada, pronunciado pelo homem apaixonado,
é um leito a mais a ser aquecido com corpos pacificadores.
É o que deseja Armar o Amor deste livro, municiá-lo
de ternura e corpos férteis ao plantio e frutificação
de palavras, de alimentos, de filhos.
Os dias são poções mágicas a criançarem
o amor.
O amar é arco-íris que se nutre em barriletes
de ouro e bebe, no Santo Graal, champanhe ou cicuta; beligera
e pacifica. Mas muito mais salva do que infelicita.
O amor da metade deste livro é inteiro – para
que sua metade beligerante se devore, se desintegre –
e sempre deseja ser um beijo amoroso, um abraço fraterno,
um caminho novo, ainda que envolto em dias de traições.
A mídia do mundo ocupa-se quase em gozo da tragédia
humana e do dano geral – mas ao menos a metade deste
livro deseja ser fagulha para incêndios de luz e paz.
Ao menos um suspiro ameno. Amoroso e fraterno.
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