15. Entreguem o matador à família do morto - 2000

    Tanto se escreve sobre os 500 anos — comemorações, festejos — que parecemos
viver num país que respeita leis, povo... Daí escrevi este livro por pura indignação.
Entreguem o matador à família do morto - BRASIL 500 DANOS narra os acontecimentos destes cinco séculos, paralelamente aos 100 anos de um brasileiro assalariado. Mostrando o lado podre do poder, os donos estrangeiros do Brasil.
À medida em que transcorrem — paralelamente — nossa história e os 100 anos de vida do personagem, a cada século nacional ele recebe uma punhalada nas costas, simbolizando grandes traições: Escravidão negra, extermínio indígena, colonização portuguesa, política entreguista, FMI, indústrias farmacêutica e automobilística, igreja...
Neste dia 22 de abril, quando o Brasil completa 500 anos e o personagem, 100, as realidades são bem diferentes. Ou não?! O final do romance, que estende a história por mais 500 anos, surpreende em todos os sentidos. Confira!

 
 

Não bastasse a grande Poesia que Rossyr Berny nos apresenta a cada novo livro, constituindo-se num dos maiores poetas do Brasil — agora nos surpreende e encanta com seu primeiro ro-mance, uma obra extraordinária. É o mínimo que podemos afirmar, após a leitura de Entreguem o matador à família do morto — Brasil 500 Danos.
Por muitas razões irá conquistar público e crítica: linguagem apurada, densa, duramente poética e criteriosa; a ousadia em narrar, sob um novo ponto de vista, os outros 500 anos da história brasileira.Se o conheço bem, não tremerá pelo risco de tanto arrojo narrativo, como não tremeu, quando, em 1976, teve proibido seu primeiro e chocante livro de poemas: Homem-autômato.
Rompendo com a verossimilhança e a lógica dos fatos, Rossyr Berny nos apresenta um personagem que, durante os 100 anos de sua vida, convive com cinco punhais cravados nas costas, cada qual correspondendo a um século de nossa história, recheada de traição e engodo.
Não é verossímil?
E as punhaladas diárias ao Brasil,
não é o que de mais absurdo se conhece?

Demosthenes Gonzalez - Jornalista, compositor e escritor


Entreguem o matador à família do morto

Rossyr Berny é poeta pós-moderno, dotado de admirável poder de criação.
Ungindo pelo lindo universo de sua poesia, cujas nuances encantam e comovem almas, Rossyr Berny incursiona pela amplidão da prosa, onde extravasa seus sentimentos e sublima seu imaginário.
Tudo isso e muito mais acontece em Entreguem o matador à família do morto, na qual o inspirado autor impressiona pela estética do seu texto, colorido por belas metáforas e por figuras do melhor estilo literário
Além disso, Rossyr Berny foge do convencional quando apresenta a sua obra com formato diferente do usual modelo de romance oriundo do século dezenove, composto obrigatoriamente, por introdução, desenvolvimento e conclusão.
Heterodoxo em seu formato e irreverente em seu conteúdo Entreguem o matador à família do morto refere-se aos quinhentos anos do descobrimento do Brasil.
Cada século corresponde a um punhal, que fere o Brasil, causando-lhe danos. Para se recuperar de tais danos, o país precisa de centenas de anos.
A punhalada é força de expressão da injustiça, do desmando e da corrupção, maléficas heranças do tipo de colonização imposto pela Coroa Portuguesa em nosso país.
Segundo o destemido autor, os quinhentos anos do descobrimento do Brasil não devem ser comemorados. Ele sustenta que não foram cinco centenas de anos bem sucedidos, mas, sim, quinhentos danos ao processo de desenvolvimento do país.
Os seus personagens ficcionais, irônicos, representam o Brasil, tantas vezes apunhalado. Eles apresentam-se com seus dramas, enquanto sucedem-se os fatos da nossa História, com seus protagonistas, com seus enredos e com seus percalços.
Rossyr Berny comenta os fatos históricos, às vezes, sob a ótica de um crítico caustico mordaz. No entanto, a gravidade dessa ótica é, quase sempre, atenuada pelo toque da sutileza e do bom humor.
Em suma, Rossyr Berny, ao acoplar a ficção à realidade, inteligentemente abre espaço e dá margem a que o leitor possa exercitar o seu raciocínio, para o entendimento de sua fascinante obra.

Antônio Silveira da Silva - Escritor

 
 

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