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1.Homem
Autômato - 1976
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esgotado |
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HOMEM-AUTÔMATO
- 1976 - Um livro puro arrojo, vindo a furo em plena época
onde o país era um arena e o imperador, um general
que decide gargalhando sobre quem vive, e a quem avilta com
um dedo.
Livro proibido, quase rende ao poeta o desaparecimento, prática
tão comum, e há tão pouco tempo.
Mario Quintana fez o Prefácio, o que salvou o autor
da execração total. A continuidade de tantas
obras mostrou que permanece a poesia e o autoritarismo sucumbe. |
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"Lá
pelas tantas pergunta Rossyr Berny: meus olhos, eu enxergo ou
ilumino?
Iluminas, Poeta, iluminas...
A poesia ilumina as coisas mesmo quando usa óculos pretos
como naquele teu poema: homem–autômato.
Talvez o homem seja um robô. Mas robô de Deus. Muito
mais complexo que os robôs fabricados pelos homens. Estes
últimos robôs apenas têm resposta ao passo
que os robôs–poetas vivem fazendo perguntas, isto
é, têm uma coisa chamada inquietação,
condição primeira da poesia, porque um poeta satisfeito,
apenas satisfaz a si mesmo(...)
E por isso tudo é que este é um livro sofrido, vivido,
inquieto, inquietante."
Mário
Quintana, in Homem–Autômato –1976 |
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