| |
 |
 |
|
|
|
 |
| |
 |
7.
INVERNIA- 1982
|
 |
|
|
INVERNIA
- o inverno interior mostra-se com uma temperatura muito mais
baixa do que a do mundo a fora, porque as inquietações
do poeta frente ao mundo são inumeráveis. Insolúveis?
Este é um livro que merece imediata republicação,
tal o pulsar poético que se desvenda, sem nenhuma máscara
ou engodo.O negror das noites hibernais são brancas
de tão geadas.
Lembro das palavras do saudoso Professor Zeferino: "Do
que me lembro, de teus livros, este é o mais mais maduro.
Talvez o mais completamente maduro, o mais extensamente maduro". |
|
| |
| |
"Do
que me lembro, de teus livros, este é o mais completamente
maduro, o mais extensamente maduro.
Aquele teu poema, A cotovia só canta na madrugada valeu
minha noite, com aquele verso fantástico:
Deste suspiro não aceita apagar-se
Tão simples de palavras, mas tão certo, mas tão
leve, mas tão bem posto, mas tão fino, mas tão
lembrando tão lindas coisas de Manuel Bandeira, por exemplo."
Zeferino
Paulo Fagundes, in Invernia, 1982
|
| |
|
Voltar ao menu |
|
 |
|
|