11. PAZTORES DE MÍSSEIS - 1987

    O míssil inaugura-se com Caim, que inventou-o de uma queixada animal. De lá para cá o homem tenta controlar o próprio homem, sobretudo para subjugá-lo aos seus interesses. Poucos são os pacificadores, os que pastoreiam os mísseis a fim de mantê-los inativos, dormidos nos celeiros de risco furioso. Este livro é esperançoso e pacífico, mas dorido e atento como sempre, com uma parcela de inquietudes que levarão o homem explosivo a também aprender a pacificar mísseis.
Ásperos pastores: asperezas diárias guardam rebanhos nucleares // multiplicam-se os pastores de mísseis no campo fértil do instinto armado // paz traída é baleia grávida / arpoada no ventre.
Subtítulos de PaZtores de mísseis: Ciclos de penas e pombas, Floração punida, Áridos corações, Urdidura autobiográfica, Depósitos de sonhos velhos, Sal/Sol dos dias, Onde nascem alfazemas, Cicatrização por sal calmarias

 
 

 

"No fundo, este livro de poemas ágeis, enxutos, sem sombras, e termos é um cântico de amor possível. Tudo é possível quando o míssil for apenas uma palavra e não um objeto disparado. Tudo é possível quando ainda há lugar para a poesia e o poeta surge com a missão de ser profeta, anunciador de nova terra, de novo céu (...)
Há na poesia de Rossyr Berny um faro instintivo de quem se faz testemunha de sua época. "

Oscar Bertholdo, in Paztores de Mísseis –1987

 

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