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O
míssil inaugura-se com Caim, que inventou-o de uma
queixada animal. De lá para cá o homem tenta
controlar o próprio homem, sobretudo para subjugá-lo
aos seus interesses. Poucos são os pacificadores, os
que pastoreiam os mísseis a fim de mantê-los
inativos, dormidos nos celeiros de risco furioso. Este livro
é esperançoso e pacífico, mas dorido
e atento como sempre, com uma parcela de inquietudes que levarão
o homem explosivo a também aprender a pacificar mísseis.
Ásperos pastores: asperezas diárias guardam
rebanhos nucleares // multiplicam-se os pastores de mísseis
no campo fértil do instinto armado // paz traída
é baleia grávida / arpoada no ventre.
Subtítulos de PaZtores de mísseis: Ciclos de
penas e pombas, Floração punida, Áridos
corações, Urdidura autobiográfica, Depósitos
de sonhos velhos, Sal/Sol dos dias, Onde nascem alfazemas,
Cicatrização por sal calmarias
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