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12.REVELAÇÃO
DAS SOMBRAS- 1992
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Previsão
de sismos, Tumores benignos, Em estado de combustão
expontânea, Aferições da coragem, Amor,
a trégua no front — subtítulos de Revelação
das sombras, mostram uma profundidade chocante, quase assustadora.
O livro corre todo tenso, dorido, elástico esticado
ao máximo. Somente na parte final — Amor, a trégua
no front — o coração regula a temperatura
e abre-se a cânticos grafiteiros como este: teu útero
é róseo muro onde grafito nossos nomes em esperma
quente. |
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"Da
poesia de Rossyr Berny pode-se dizer que é uma poesia comprometida
com as impurezas do tempo.
Nela nada é acalento. Em verdade, a angustia da vida percorre-a
como um rio subterrâneo. O poeta examina o mundo que o cerca
e se espanta com sua miséria, sua vivência, falta
de amor.
E enquanto os olhos e o coração, perdem a inocência,
a poesia se constrói a partir da crise das ilusões,
o poeta solitário pensa na prática social da solidariedade.
O verdadeito poeta atinge esta condição quando consegue
aliar duas qualidades: a primeira é a de conseguir falar
de outros objetos poéticos além de si próprio,
a segunda é a de saber construir o verso em linguagem adequada
ao conteúdo.
Em Rossyr Berny vejo alcançadas essas duas condições
essenciais, por isso não êxito em proclamá-lo
um autêntico poeta, senhor de seu ofício.
Em Revelação das Sombras, vemos um poeta maduro,
de verso contido e enxuto, que tem muito a ensinar aos apressados.
Revelação das Sombras é um livro exemplar:
exemplar por indagar todas as facetas da vida. E isto é
obtido sem alardes nem metáforas preciosas, mas com a simplicidade
do verdadeiro poeta."
Luiz
Antônio de Assis Brasil, in Revelação das
Sombras –1992
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