Cândido Brasil
Sobre o Autor:
Cândido Adalberto de Bastos Brasil nasceu em Porto Alegre, aos 29 dias de julho de 1969 e foi criado no que ele denomina “Triângulo Crioulo”, entre as cidades de Nova Esperança do Sul, Santiago e Jaguari, mais especificamente no Capão Grande, hoje distrito de Nova Esperança do Sul, região centro-oeste do Rio Grande do Sul, no contraforte das Missões. Participou ativamente das atividades culturais do Grupo de Nativismo e Folclore Couro Cru, de Nova Esperança do Sul, como declamador e agregado das falas.
Em 1996 foi secretário geral e um dos idealizadores do Gruta em Canto, Festival Nativista, Ecológico e Turístico de Nova Esperança do Sul, tendo sido em 2008 apresentador deste evento. Em dezembro/96 lançou o livro de poesias nativas “Tropilha de Sonhos”.
Em 1998, em Porto Alegre, atuou na Invernada de Danças Xiru do CTG Querência, da Escola Especial Concórdia – ULBRA, o primeiro CTG de surdos do Brasil.
Em 1999 lançou o jornal Querência, voltado à cultura gaúcha. Em 2005 foi aprovado na Estância da Poesia Crioula do Rio Grande do Sul. Participa de atividades culturais ligadas à tradição gaúcha em todo o Estado e, neste ano de 2009, pelo Grupo Hospitalar Conceição, levou a cultura gaúcha ao Fórum Social Mundial, realizado em Belém do Pará. Pelo mesmo grupo foi Patrão do Piquete Chama Nativa durante a semana farroupilha 2009 e reeleito por aclamação para o próximo ano.
Agora apresenta para apreciação pública de todas as querências Nativo – Poesia Regionalista, onde expressa através de seus versos o apego terrunho pelas cousas do pago.
Fotos:
Livros:
Palavras do editor:
Acaso só tivéssemos uma imagem para definir este Nativo, seria a do Rio Grande do Sul montado a cavalo, rebenque e esporas, tocando esta boiada de versos. Poemas que Cândido Brasil manguereou para uma edição de luxo. Cada poema é uma estância na infinitude da pampa verde, dona dos que vivem no campo e dos que vieram para a cidade grande manguerear sonhos de guri. Mas a saudade daqueles tempos e do templo do sol, se pondo ou nascendo, cobra do campeiro que vem pra capital conquistar outra vida. Outras vidas.
Quem escreve versos como estes, abaixo, já vive uma nova pampa nas planuras do coração, ainda que distante dos entardeceres capazes de enlouquecer de beleza o coração de um vivente:
Nasci do ventre pampeano
da mãe terra missioneira,
carregando a bandeira
do solo republicano;
mamei até o sobreano
sem nunca pegar pesteira;
na faculdade campeira
fui diplomado paisano,
tendo guascas por hermanos
nas três Pátrias sem fronteira.
Cândido Brasil é desses poetas que são gaúchos antes de serem brasileiros, ainda que em seu nome próprio o próprio Brasil esteja presente, como se duas pátrias trouxesse em seu coração haragano e viajeiro.
Dizer mais, elogiar mais, nem carece, diante do brilho destes poemas que chegam a cavalo, do coração da pampa ao coração da capital gaúcha. E têm o mundo como destino.
Rossyr Berny – Editor





































