Derci Éverton Dárgen

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Sobre o autor:

Darci Éverton Dárgen é natural de Sant’Ana do Livramento-RS. Funcionário Público do Estado, e atualmente está aposentado, mas ainda trabalha como Técnico de Refrigeração e de Lavadoras de Roupas só para os amigos.

Darci é declamador e poeta e, como poeta, publicou dois livros de poesia crioulas “A Comparsa”’ e “Chasque terrunho”, sendo este pela Editora Alcance, além de já ter participado de 21 coletâneas de poesias, tais como as da Casa do Poeta Riograndense, Casa do Poeta Santanense, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes (AGEI), da qual foi seu Presidente; da Estância da Poesia Crioula e inclusive da Antologia Poética de Policiais Civis, intitulado “O outro lado da insígnia”. Pertence a Academia de Truco de Amostra Amigo da Fronteira e da Liga de Bocha da Intercap. É o atual Vice-presidente da Estância da Poesia Crioula.

Livros:

Causos Barbarescos do Rio Grande do Sul

Palavras do Editor:

Numa prosa da melhor estirpe aqui está retratado – como numa fotografia impossível – a história singularíssima do Estado gaúcho e seus viventes. Com o acréscimo de que o próprio leitor vai colorindo os fatos com seu entendimento, dando forma à imaginação. E não importa se a verossimilhança não está presente no livro. Narrador e personagem sustentam-se e tomam vida própria nos causos.

Darci Éverton Dárgen não precisou mais do que uma dezena de histórias para retratar o estado de espírito do homem terrunho, da legenda gaúcha que é este ser sem par no Brasil.

Causos Barbarescos do Rio Grande do Sul insere-se, com louvores, no estilo de Simões Lopes Neto e Alcides Maya. Lembra Barbosa Lessa. E mais, se fossem poemas. seriam estrofes da qualidade de Jayme Caetano Braum, com ênfase declamatória.

Os personagens que aqui ganham vida e voz, são comuns à tradição gaúcha: o Lobisomem, o Saci, a Teniaguá. Ah, e outros personagens humanos de sempre, como os ladrões de gado, cavalos, ovelhas: “(…) uma nuvem se abriu no céu e deu alce para a lua mostrar a cara e com a claridade foi possível ver a cara dos ladrões de ovelhas, sendo que um deles era um velho conhecido nosso e da polícia, alcunhado de João Xirca(..)”.

E tem aquela do Lobisomem furioso na briga com o gaudério: “O animal se vinha com a bocarra batendo dentes, faiscando os olhos, urrando e batendo orelhas; se atirava sobre mim de primeira e eu corpeava como podia; e ia lhe aplicando mangaços no focinho, sem dó nem piedade(…)”.

O final deste dois e os demais causos são de arrepiar o vivente. Mas aí só lendo o livro todo. Cosa bárbara!

Rossyr Berny – Editor

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