Antes
que seja mais tarde ainda
Roberto
Santos socorre-se de uma ficção para narrar
os dias da contemporaneidade, os tristes dias bélicos
que vivemos. Poucas pátrias se mostram donas das demais.
Impõem-se pela força das armas. É hábito
um mesmo país promover guerras entre outros povos para
vender armas para os dois lados. Ou seja, o lucro é
total – igual às matanças. Mas milhares
e milhares de vidas importam menos que o lucro de bilhões
de dólares. Sendo mais claro: a ingerência estadunidense
no mundo global provoca morticínios entre outras terras,
bem distantes, nunca em seu próprio solo. Aliás,
quase nunca: sentiu o amargo sabor em 11 de setembro de 2001.
Deveria repensar sua política externa para não
repetir aquela data trágica em sua própria casa.
A
Califórnia do futuro é o retrato fiel de nossa
realidade. Poderia ser qualquer país ou estado. Mas
é o alerta de Roberto Santos, destacando para a necessidade
de semearmos um novo mundo. Agora.
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Esta
é uma obra de ficção, embora muitos de
seus aspectos possam parecer familiares à realidade
contemporânea. A idéia principal foi a de demonstrar
que a ingerência de potências bélicas sobre
nações com armamentos mais modestos, menosprezando
sua soberania, produz a indignação não
só daqueles mais atingidos, como aos demais países
que prezam sua liberdade.
As conseqüências aqui descritas foram ocasionadas
por décadas de ações praticadas em prejuízo
de países subdesenvolvidos, sempre com a finalidade
de manutenção de um domínio imperialista.
Espera-se que a história a seguir relatada sirva como
um alerta, sobretudo no que se refere à tolerância,
para que, ao invés de provocar a guerra, se use a alta
tecnologia no auxílio à administração
sem imposições. As instituições
internacionais de controle à paz e à soberania
devem ser respeitadas por todos, independentemente do poderio
econômico ou militar de alguns.