Está tudo ao seu
alcance
Embora não alcance
tudo
Quanto passa o
pano-cru
Até poder ser
veludo?
Dance, dance...
Nunca se canse
Que a vida é breve
E está aí ao seu
alcance
Ao alcance dum
poema,
Dum sorriso, dum
abraço
O espaço não é
dilema
É o poema disperso
Rima a rima, verso a
verso
Solto nas pontas dos
dedos
Sentimentos e
segredos
Que estão sempre ao
seu alcance
Está tudo ao seu
alcance
Embora não alcance
tudo
Nem todos se
mascaram
No calor do Entrudo
Não se canse
Não se canse
Tem tudo ao seu
alcance
O saber da natureza
Duma beleza vibrante
A esperança, a
esperança
No rosto de uma
criança
No seu olhar
deslumbrante
Não se canse
Dance, Dance
No brilho da dona
Lua
No perfume da
ribeira
No samba da brisa
nua
No poema da
escritora
No sabor da fruta
crua
Na sua editora
Alcance!
João Moutinho
17/04/09
POA – RÁDIO PAMPA
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Psichê, deusa de rara beleza,
delicada como um sopro de ar,
despertava paixão.
Cupido, deus do amor,
rendeu-se à sua fascinação.
Sua mãe, Vênus
enciumada, uma contenda
à Psychê apresentou:
ambas fariam um bordado.
A artesã do mais belo,
Poderia Cupido amar...
A tela de Psichê,
Tecida com raios de luar,
transmitia ternura e afeição.
Vênus fiou com raios de sol.
Era deslumbrante!
De Psichê olhar e coração,
Sua alma apagou...
Júpiter, pai dos deuses,
não se conformou.
A vida de Psichê recuperou
com asas multicores,
delicadas, sutis, ela voltou...
Sua leveza e encantamento!
A borboleta voou...
Voou... voou...
Leyda Tubino Abelin
06/05/09
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