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Marli Silveira
PEDAÇOS

Marli Silveira é uma jovem escritora vera-cruzense e desde muito cedo dedicou-se à literatura, principalmente à poesia. Conta com várias publicações, entre elas: o livro Insólita Solidez e três coletâneas, Gente da Casa, Acesa Poesia e Mercopoema, pela Editora Alcance. Também publicou, no campo da Filosofia, alguns trabalhos e o livro O Pêndulo da Angústia, pela Editora da Universidade de Santa Cruz do Sul. Ainda participou de outras coletâneas e lançamentos.
Sócia da Casa do Poeta Rio-Grandense, participou de diversas Feiras do Livro, em Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Vera Cruz.
Marli Silveira é mestre em Filosofia Contemporânea pela UFSM e atualmente responde pela pasta da Cultura no Município de Vera Cruz, além de escrever uma coluna semanal para um jornal de Vera Cruz.

 


Marli Silveira tem pouca idade, mas muita poesia. O tempo de exercício com a palavra dá dignidade e alcance humano à sua obra.
O mundo é responsável por este Pedaços; pelo sorriso que se abre ao amanhecer e pela dor do dia pesado, ao anoitecer.
A poeta sente pesarem sobre seus ombros os problemas insolúveis da contemporaneidade. Quer, sonha, oferece sua parcela de sacrifício e auto-imolação. Mas é pouco. A vida, ávida, sempre exige mais, devoradora que é. Marli não cessa seu verso, confia nele. Defini-se, dando-se a conhecer, como dizendo-se desarmada, pacífica, antibélica:

“Sou moderna como o tempo
e o desamparo veste minha existência
piso sobre a terra que não é terra
e mais perto do nada me encontro
Resisto com cuidado aos delírios
procurando portar-me em consciência”


Mesmo em Pedaços, Marli Silveira é inteira poeta, inteira mulher, inteira guerreira, empunhando esperanças – apesar dos reveses habituais. Sua mensagem corajosa já mostrara-se forte em Angústia & Reticências, entre outras publicações.
Somente a arte, neste caso, a poesia, é capaz de montar uma grande represa no coração do Homem para represar a esperança e o brio para consumo geral.

Rossyr Berny – Editor

A poesia consegue reter o ser das coisas e dos seres numa espécie de transe existencial. Nada escapa à existência pelas mãos do poeta, embora sua função não seja explicar, mas dizer. Não há receitas ou conceitos embutidos na poesia. A ciência do mundo resvala na poesia. Mas as coisas contidas nas palavras poéticas são caprichosamente mensageiras da verdade. Verdade esta que muitas vezes escapa à teórica verticalização dos conceitos da razão. Verdade que se surpreende entre risos e ruínas, nivelada ao tempo que nua.

Marli Silveira


Marli Silveira