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CASA DO POETA RIO-GRANDENSE ::
Coletânea Literária - 42 anos |
| Organizadora:
Marinês Bonacina
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Casa do Poeta
Rio-Grandense
Coletânea Literária – 42 anos
Organizadora: Marinês Bonacina
Tempo, posteridade
e poesia
Mais uma vez estamos expostos em praça pública. Sim,
porque expor o livro ao mercado de consumo é um desafio. Chegar
à materialidade do bem com ares de profissionalismo é
produto de competência da equipe e de bem-querença. Ainda
mais numa obra como esta, que comemora os 42 anos de vida da Casa do
Poeta Rio-grandense, nascida em 24 de julho de 1964. Chegamos com a
sola gasta e vestes rotas de tanto andar pelos caminhos.
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Sobrevivemos em Porto Alegre, megalópole no Rio Grande, tão
diversa dos anos sessenta, quando a CAPORI veio à luz pelas mãos
de idealistas capitaneados por Nelson Fachinelli, que acaba de passar
para a outra margem da vida no último abril, a 26. Uma entidade
associativa que tem mais de 1.500 sócios é digna de nota
e, no mínimo, de respeito. Nesta casa de aprendizes de feiticeiro
tudo é fruto do esforço coletivo.
Este livro é produto da cooperação dos que o representam,
em verso e prosa. Alguma poesia a mais para o registro do tempo de viver.
Sonhos de amor e paz. A vida simples do povo sendo registrada para a
posteridade. Lavramos nossas searas com música, dança,
poesia e arte plástica. Estão aí as promoções
que as recolhem: o Cafezinho Poético-Musical, o programa Vozes
da Cidade e a EXPOESIA. Tudo produto cultural popular.
A vida se recria a cada página desta obra. Comprova-se que ainda
há lugar para a poesia no século XXI. E que se acredita
nela. Como no início dos tempos, quando os gregos a cantavam
nos jardins de Academus e nas salas prenhes dos que tinham acesso à
metáfora. E lá só havia lugar para os senhores
do poder e da economia. Os plebeus ficavam de fora, porque nem sabiam
ler, quanto mais interpretar os códigos verbais. Nós entendemos
que é preciso democratizar o poema, para que a Poesia continue
respirando em nosso tempo, haurindo saudade, amor e liberdade.
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Mario Quintana, nosso patrono espiritual, o grande feiticeiro, é
oriente de sabedoria. Deixou para os pósteros o traço
genial de sua verve. Esta obra nasce como memória e homenagem
aos seus 100 anos.
Joaquim Moncks
Coordenador Nacional
da Casa do Poeta Brasileiro
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