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:: DOZE ANOS NA PRIMEIRA FILA ::
Cláudio Heemann
DOZE ANOS NA PRIMEIRA FILA


Convivi com Claudio Heemann desde os bancos universitários da então Faculdade de Filosofia da URGS. Mantínhamos uma sintonia intelectual e afetiva que não necessita da fala. Bastava nosso olhar de cumplicidade, muitas vezes culminando numa gorda e festiva gargalhada. Sua picardia me fazia sempre sentir que estava na presença de um ser humano raro e especial. Era impossível não sair de cada encontro com ele mais burilado pela sua sabedoria incomum. Foi ele, como procedeu para com muitos outros privilegiados, que me estimulou a escrever, dando vazão à minha sensibilidade. Meus dois livros editados contam com seus doutos prefácios. Agora, curiosamente, se inverte a situação e eu sou honrado em aparecer com ele na publicação seletiva de suas crônicas. Eis um legado para as gerações que o conheceram e para as que terão, através delas, o ensejo de privar de sua avaliação crítica, um dos seus fortes talentos. Fico feliz porque a luz de seu intelecto não se apagará nos horizontes dos tempos. Vai, sim, permanecer viva por merecimento. Homem iluminado que foi e continuará através desta louvável publicação a contribuir como monstro sagrado das artes cênicas brasileiras. Obrigado, meu caro e saudoso amigo, por mais esta bela oportunidade que me foi preciosamente conferida.

Paulo Rolim





Meu convívio com Claudio Heemann ultrapassou duas décadas, mas os 12 anos na primeira fila, título deste livro, sem sombra de dúvida, além de enriquecimento cultural, proporcionaram inúmeros momentos divertidos e inesquecíveis. Eu fazia críticas da área cultural na Folha da Tarde, depois, por um curto período, voltei à função na nova fase do Correio do Povo. Claudio era o temido crítico da Zero Hora. Sua presença provocava frisson em qualquer estréia. Aos poucos, se tornou um hábito encontrarmo-nos nestes eventos de teatro e dança. Apesar das divergências, estabeleceu-se uma saudável cumplicidade de pensamento crítico. Claudio era um mestre da sutil ironia, enquanto eu, em minhas avaliações, sempre procurei ser mais objetivo e direto. A cada estréia seguiam-se longos bate-papos em bares, restaurantes e principalmente por telefone. As ocasiões eram propícias a comentários que certamente não seriam transcritos nos jornais, mas sempre muito engraçados. Assim passamos a desfrutar de uma amizade que foi se solidificando ainda mais através de conversas quase diárias, já que ambos exerciam funções na Secretaria de Cultura. Seu desaparecimento deixou um grande vácuo na vida cultural da cidade, mas através deste livro estamos resgatando parte desta sensível inteligência que deverá ter maior reconhecimento assim que houver uma pesquisa mais detalhada da multiplicidade de seu talento.

Décio Presser


Homem de teatro e crítico contundente.
Isabel Ibias

Seu dom apoiava-se numa grande inteligência e num extremo bom-gosto.
Linneu Dias

Sua inteligência cintilante aliada a sólida cultura artística e carisma pessoal tornaram Claudio um líder.
Célia Pinto Ribeiro

Foi amigo de todas as artes, pois sabia que todas se unem para expressar os sentimentos.
Luiz Roberto Lopez

Ele era a voz que não se calava. Foi um crítico honesto, ético, que muito contribuiu para uma maior qualidade nas Artes Cênicas.
Eloína Ferraz

Um crítico que entendia de teatro e, coisa mais rara: um crítico que gostava de teatro!
Paulo Autran

Viveu, respirou e fez do teatro o sentido de sua vida.
Eva Sopher

O Claudio enriqueceu o universo da cultura.
Celso Gama de Barros

Teatro para ele era a vida.
Carlos Jorge Appel

 


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