Rossyr Berny

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Rossyr Berny nasceu em São Gabriel/RS e reside em Porto Alegre desde 1973. É jornalista formado pela PUC/RS e Professor pela Faculdade de Formação de Professores São Judas Tadeu. Também pela PUCRS é mestre em Teoria da Literatura.

Associado à Federação Nacional de Jornalistas, International Federation of Journalists, Associação Riograndense de Imprensa, Casa do Poeta Riograndense, Associação Gaúcha de Escritores.

De 1976 a 2006 publicou 18 livros de poemas e o romance-histórico “Entreguem o matador à família do morto – Brasil 500 D’anos”. Em 2006 comemorou 30 anos de Literatura com a publicação de sua antologia poética “Construtores de Precipícios”, traduzida ao Francês e ao Espanhol, com lançamentos na Europa e Mercosul, além dos novos “Armas Amor”, “Amor Tsunami” e “Construindo Precipícios”.

Leia aqui sobre sua polêmica passagem pela Academia Rio Grandense de Letras.

Traduziu do Espanhol ao Português livros de poemas e contos de Carlos Pereira Higgie (2), Rubinstein Moreira e Néllida Marina H. Manfrú, todos uruguaios.

Como Editor, criou a Editora Alcance e adquiriu, anos mais tarde, a Editora Tchê!. Ambas somam dois mil títulos editados.

Livros Publicados:

1976 – Homem-Autômato – Poesia – esgotado
1978 – Desuniverso – Poesia – 3° edição – esgotado
1979 – Exercício da lágrima – Poesia – 2° edição – esgotado
1980 – Cativez de pólvora – Poesia – esgotado
1980 – Não se suicidar é preciso – Poesia – esgotado
1980 – Poemas de Veraneio – Poesia – 2° edição – esgotado
1982 – Invernia – Poesia
1983 – Somos todos munição – Poesia
1984 – Antologia poética – Poesia – (Obras de 1976 a 1983. Segunda edição em 1985).
1986 – Carlinhos Hartlieb – Biografia
1987 – Paztores de mísseis – Poesia
1992 – Revelação das sombras – Poesia
1997 – Percursos do feroz cotidiano – Poesia
(Nova antologia, com obras de 1976 a 1997 e aproveitamento de agenda permanente)
2000 – Estações do Homem – Poesia
2000 – Entreguem o matador à família do morto – Brasil 500 anos – Romance-histórico
2002 – Armas Amores – 25 anos de Poesia.
Acompanha CD de poemas, com declamação do autor.
2006 – Amor Tsunami
2006 – Construtores de Precipícios

Fotos:

Rossyr durante entrevista na Rádio da Universidade na 56ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Rossyr em Havana.

Posters/Poemas:

Vídeos:

Rossyr no Folhetim

Programa Bibo Nunes

Programa Boa Tarde

Programa Ju Lumertz

Homenagem recebida:

O poeta de outro mundo

Tenho medo de que um dia desses
o Rossyr desapareça.
Temo que um disco-voador imenso, luminoso,
súbito desça dos céus, arrebate o Rossyr
e o leve de volta para a galáxia de onde veio.

Porque somente um extraterrestre
é capaz de fazer com a poesia o que ele faz.
Primeiro a adula, beija, acaricia, brinca, desnorteia.
Joga-a para o alto, deixa cair, coloca abaixo de tudo,
no meio da lama, no esgoto, suja-a bastante.
Depois faz com que ela surja pura e cristalina:
no murmúrio doce de um riacho, na boca do poeta,
nas lides revolucionárias e no corpo de sua amada.

Ele chicoteia a palavra, usa, abusa, dilacera.
Transforma-a em pomba da paz – depois em fera,
Rosna, avança e combate o poder absoluto do mal.

Ah, um gigante, ele.
Homem que é muitos homens.
Busca ser tantos
para melhor servir aos bons sonhos de todos.

Rossyr faz, da palavra, arma letal.
E são tantas que formam um arsenal contra injustiças.
Loucamente as lapida, lubrifica, enfurece.
De repente, de perigosas as torna amorosas.
Mas tão lindas, tão intensamente líricas,
que leitura ou audição nos provoca arrepios e choro.

Seus livros, sempre juntos a mim,
explodem em diária revolução solidária.
Quanto mais leio o Rossyr,
mais tenho certeza que essa beleza selvagem
não pode ser daqui, do nosso planetinha.
Veio de galáxias por ele iluminadas.

Se eu fosse a mulher do seu poema Bilhete,
eu choraria tanto e seria tão pungente em meu pranto;
mas tão humilde em meu pedido
que ele não iria embora de sua casa terrestre.

Se vocês não acreditam em meu delírio
de que ele possa ir embora de nós,
vejam o que ele mesmo escreve:

“Não nasci neste mundo
Estou sempre surpreso com meus cotovelos
e as conquistas bélicas
Cheguei à vida e à galáxia erradas
Vou embora pra casa
no próximo cometa que passar”

Viram?… Estou avisando vocês.
Tenho o terrível medo de que dia desses
o Rossyr desapareça…
E nos esqueça – quando ele for embora pra casa.

Gabriela Barquett

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