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Jacira Fagundes

Um pouco de história
Uma oficina literária não tem por objetivo a formação de escritores. Nem lhe cabe, para tanto, um corpo docente e um currículo reconhecido em sua legitimidade. Porém, é uma instituição confiável para aqueles que desejam enveredar pelos caminhos da produção literária, onde o exercício da palavra se faz através de contínuo aprimoramento do texto. Em quatro anos de sua existência, a oficina desenvolveu tarefas de criação, análise e crítica de sua produção e realizou publicações anuais de seus “Textos de Oficina”. No decorrer deste tempo, um pequeno grupo foi permanente, destacando-se pela vontade, perseverança e coerência, cuja intenção revelou-se através de respostas aos desafios. A oficina precisou se reestruturar, adequando-se aos novos interesses, tomando a seu cargo a discussão, o direcionamento e a orientação de propostas. O grupo, com maior ou menor exigência, posicionou-se frente ao comprometimento com a produção – caminho exaustivo do fazer literário. A competência em facultar a formação do escritor dentro do ambiente de oficina é, no presente, algo passível de realização.


Neste quinto ano de vida oficineira, o grupo constituído por cinco mulheres – cinco escritoras: Vera, professora, artífice das memórias do cotidiano; Myriam, médica, estudiosa de um espaço para além das fronteiras; Jane, advogada, detentora da sagacidade contista; Eunice, dona de casa, janelas e portas abertas para o mundo; e Clódia, mestre em educação, familiaridade com o saber num estilo próprio de expressão –, estréia na literatura com uma antologia que ultrapassa desempenhos anteriores. No espaço que buscam conquistar no universo literário, as escritoras comparecem com a esperança de que leitores as leiam e as credenciem. Faço votos que sim.
E ainda deposito toda fé nesta aliança, já que peguei carona na presente obra.

Jacira Fagundes


Coordenadora da Oficina de Literatura
do Clube de Mães Vila Assunção
desde 2002