Grande apreciador do cancioneiro popular brasileiro, do período
que abrange a denominada Época de Ouro de nossa música,
tem em sua discoteca, entre LPs e CDs, obras de quase todos cantores
e instrumentistas da fase em que, como dizia Rubens de Moraes Sarmento,
“as fábricas de pandeiro davam lucro”.
Além de escrever “abóbrinhas”, como ele próprio
define seus escritos, o Moacyr tem ainda como “hobby” a
leitura e a fotografia.
Prefácio
Sobre
Dito Bé e outras histórias incríveis
Aceitando
com prazer ao honroso pedido do amigo e editor Rossyr Berny em escrever
o presente prefácio, este ressaltou-me que Moacyr é um
antigo admirador da obra musical de meu pai, Lupicínio Rodrigues.
Descubro, igualmente, sua paixão pela música em geral.
Somente quem ama a música com tal reverência e encanto
pode também reverenciar e encantar-se pela figura da mulher,
presentes como inspiração em sua obra e em sua vida.
Ao ler seu livro tive a alegria de constatar outras riquezas deste ser
humano tão precioso, como precioso é seu mundo nestes
vinte e cinco textos aqui tão bem narrados. Impossível
não nos deixar levar pela admiração por trabalho
tão singular.
Cada texto seu tem o cheiro e o sabor de sua vida, de seu mundo. E tudo
isso de uma maneira muito bem humorada, sem deixar de ser o registro
do talento apurado da narração de Moacyr.
Em verdade estou conhecendo a obra antes de conhecer pessoalmente o
autor, o que faremos ao recebê-lo para o lançamento do
Dito Bé e outras histórias, engraçadísimas,
na 53a Feira do Livro de Porto Alegre.
A literatura tem dessas magias, caríssimo Moacyr: promover o
conhecimento, o saber, a alegria e a fraternidade entre todos, como
neste contato maravilhoso com tua obra agora publicada e que me orgulha
conhecer e emociona-me apresentar.
Bravos, bravíssimos Moacyr e seu Dito Bé!
Lupicínio
Rodrigues Filho
Porto Alegre/RS, maio de 2007