“Aquele que toma a realidade e dela faz um sonho é
um poeta, um artista. Artista e poeta será também aquele
que do sonho faz realidade.* (Malba Tahan)
Sou
grata por partilhar do sonho desta artista e poetisa, que tomando a
realidade em suas mãos, sensibilizando-se e inquietando-se diante
de tantos quadros de negação da vida, encontra um eficiente
modo de denunciar tudo isso e anunciar o outro mundo possível!
Com crônicas como “A Violência Nossa de Cada Dia”
ela denuncia esta realidade mas, ao mesmo tempo anuncia uma nova postura,
que deverá ser tomada com crônicas como: “Há
uma Esperança Universal. Resistir à Desesperança.”
Suely, não só escreve crônicas e contos como constam
desta obra, mas extravasando toda uma bagagem de emoções,
utiliza-se da poesia especialmente para acarinhar pessoas que moram
em seu coração: “Prece pela Mãe”, “Amigos”,
“Aniversário” etc. Sendo assim, acredito que logo,
logo, teremos uma outra publicação contendo suas inúmeras
poesias, muitas já contempladas com prêmios em Concursos
Literários. Será então a culminância do sonho
da autora que a partir de agora, passa a ser sonhado também por
todos os educadores que participam do Movimento das Equipes Docentes
do Brasil. Concretizado então estará o pensamento: “Um
sonho que se sonha só, é apenas um sonho. O sonho sonhado
em mutirão é o começo da realidade”.
Evony
P. dos Santos
Orientadora Educacional, Coordenadora das Equipes Docentes do R.G.S.
Em
alto-relevo: o ontem passado a limpo somado às lembrança
físicas e sensações psicológicas, as paixões
arrebatadoras, as reflexões em carrossel, o amor de muitas faces,
as tragédias casuais, o homem e a mulher urbanos a ocupar o mesmo
espaço, confrontados com suas diferenças; sejam elas biológicas,
confronto de personalidades ou puramente artificializadas (contrastes
de vaidade). “Os últimos acordes do concerto” é
alto-relevo por assim dizer reunir os contos de uma escritora detalhista,
observadora, cotidiana e sensível aos sentimentos humanos. Suely
Braga realiza uma verdadeira “autópsia” na vida íntima
de suas personagens. Descreve a dor física e mental, transformando
“as palavras em estruturas palpáveis”. O público-leitor
sentirá o que de mais cotidiano e real retrata o dia-a-dia: a
convivência a dois, a três ou mais pessoas no mesmo espaço
ou\e situação. A realidade ficcional vista (e revista)
nos diversos ângulos e formas, exposta a partir das experiências
e concepções de mundo de suas personagens reflexivas e
autocríticas, é a representação verossímil
da nossa realidade descritivamente desenhada sem tirar nem pôr
da relação de nós com o outro e o outro conosco.
E Suely, através do seu minucioso detalhar, recolhe estas “cotidianidades”.
Portanto, o “alto-relevo” é a vida e suas possíveis
(e até impossíveis) leituras. Ao ler “Os últimos
acordes do concerto”, certamente, descobrirá que “os
últimos” o é sinônimo dos ensaios preparatórios,
pois o espetáculo ainda está por vir. Que abram as cortinas.
Delalves
Costa
Poeta e aluno do Curso de Letras da Facos
Navegantes
Braga, há muitas décadas. Além do exercício
competente das atividades docentes, no ensino público e privado,
tem uma expressiva criação na área da poesia, contos
e crônicas. A quantidade da obra literária tem sido premiada
no Estado e no País. O que destacamos nos seus inúmeros
trabalhos é o compromisso com o social. Nosso Brasil emergente
que está em processo de desenvolvimento, precisa de alertas para
o resgate de sua maior dívida, as divida sociais, para com o
seu extraordinário povo.
A professora Suely se faz presente dando sua parcela de contribuição,
rumo a justiça social com o que todos sonhamos.
Benito
Barbosa Izolan
Professor, Jornalista e Advogado.
Suely
Braga é uma amiga muito especial de todos os tempos, pois a conheço
e a acompanho desde as épocas estudantis. É uma intelectual
sonhadora.
Nesse seu andar como educadora, como orientadora educacional e acima
de tudo como professora de Português e Literatura, sempre marcou
e vem marcando cada vez mais, ser uma amante das palavras, que se manifesta
no seu dom de escrever e no seu sonho de um dia publicar seus escritos
em um livro próprio, como este que agora se concretiza.
Desde os tempos de estudantes partilhamos essa paixão pela literatura
pelas artes, pelo teatro e poesia. Chegamos a transformar livros em
peças de teatro e encená-las em palco. Como orientadoras
educacionais lançamos a Revista Prospectiva especializada nesta
área, tendo sido ela participante ativa da Equipe Editorial como
também publicando seus artigos. Igualmente no ENGAJAMENTO, Revista
do Movimento das Equipes Docentes, do qual somos membros.
Seus escritos publicados em diferentes Antologias e Revistas, lhe tem
valido merecidamente vários prêmios.
Assim sendo, como testemunha deste seu dom, sinto-me honrada e emocionada
de ter sido convidada a dar meu depoimento sobre esta escritora nata,
no lançamento desta sua 1ª obra literária, que a
partir de agora, passará para as Páginas da Antologia
dos Escritores Osorienses.
Tenho certeza que este livro será amplamente conhecido e valorizado,
dando aos amantes da palavra escrita oportunidade de reflexão
e estímulo para os rumos da nossa trajetória cultural,
no presente e no futuro de nossa cidade e além dela, fortalecendo
e animando nosso caminhar.
Tereza
Gambá
Orientadora Educacional, Professora de História.
Prefácio
Foi com emoção que aceitei o convite da professora Suely
para prefaciar este livro, cujo título “Os últimos
acordes do concerto” nos transpõe para um cenário
colorido de histórias construídas ou imaginadas no palco
da vida das pessoas que fizeram/fazem parte da vida dessa autora, entre
as quais me incluo.
Neste livro, esta escritora singular demonstra mais uma vez o domínio
da narrativa, com uma coletânea de crônicas, escritas com
desenvoltura, uma prosa entremeada de ação, em movimentos
que se cruzam estabelecendo amarras nas vivências das personagens
que povoam as histórias contadas num estilo às vezes leve,
outros em tom mais sério, porém revestido de um toque
de malícia, sem invadir o leito do profano.
Seus contos/crônicas constituem uma espécie de leitura
de mundo, onde os limites se cruzam, guardando dentro de si, mais ou
menos inviolador, um idêntico segredo: o da emoção
e o da razão, que servem de pretextos para fazer das histórias
uma reflexão de fatos que povoaram a própria existência
percorrida entre as lembranças de outros tempos, de outras razões,
de outros escritos que compõem a tela da imaginação
criativa dessa autora que tem nos revelado continuamente outros textos,
do gênero poético ou da prosa, todos com muita singeleza,
numa linguagem fluente, poética e de maturidade. Suas histórias
trazem à tona fatos entrelaçados na problemática
da vida real, de um mundo invocado nos horizontes dos caminhos do ir
e vir.
Os contos/crônicas dessa obra despertam a atenção
do leitor. A corajosa abordagem de temas do cotidiano, alguns narrados
em 3ª pessoa; outros, em 1ª pessoa, marcam com esse recurso
lingüístico o jogo narrativo que ora se aproxima, ora se
distancia dos acontecimentos, e mostra uma posição de
envolvimento ou não com o universo ficcional, criado, pelo estilo
às vezes sóbrio, às vezes solto, até picante
(leia-se o conto “Desencontro”), e pelo domínio da
construção narrativa. Ao ler o conto “Os últimos
acordes” do concerto título que dá nome ao próprio
livro, sente-se uma sinfonia nostálgica, palpitante, capaz de
desequilibrar as imagens de um mundo que se descortina à sombra
da existência de um amor que existiu ou não. Seus contos/crônicas
falam de um jeito muito especial, das experiências vividas e/ou
ouvidas, não são memórias, mas poderiam ter acontecido
num amálgama do real e do imaginário.
É desse cenário de vivências que nasceram as narrativas
de Suely, o que a torna uma contista/cronista (poetisa também)
especial, de uma sensibilidade muito grande e de um talento refinado
para lidar com as palavras, provocando o encanto das histórias
que, com certeza, conquistarão todos os leitores.
Professora
Naura Martins
Professora da Faculdade Cenecista de Osório
Diretora do NEPE