LIVROS
:: OS ÚLTIMOS ACORDES DO CONCERTO ::
Suely Braga

SUELY EVA DOS NAVEGANTES BRAGA nasceu num quente 10 de fevereiro, na cidade de Santo António da Patrulha/RS. Pós-graduada em Orientação Educacional pela Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Reside em Osório/RS, onde ministrou aulas de Língua Portuguesa e Literatura em várias escolas de Ensino Fundamental e Médio. Aposentada dedica-se a várias atividades na sua cidade, especialmente a escrever contos, crônicas e poesias. Freqüentou Oficinas Literárias de contos e crônicas com os escritores Moacyr Scliar, Lauri Maciel e Charles Kiefer.
Tem sido premiada em muitos Concursos Literários no Estado e em outros Estados do Brasil. Participa de várias Antologias Literárias com contos, crônicas e poesias. Autografou na 47ª Feira do Livro de Porto Alegre a Antologia "GENTE DA CASA", organizada pelo poeta Nelson Fachinelli, em novembro de 2001 e Coletânea "CASA DO POETA
RIO-GRANDENSE - 40 ANOS
", na 50a Feira do Livro de Porto Alegre/RS, no ano de 2004. Conquistou o 3° lugar em conto no Concurso "Felicidade em prosa & verso", participando da Antologia do mesmo nome, em Varginha – Minas Gerais, em 2003. Conquistou "Mensão Honrosa" em conto e poesia no "8º Prêmio Missões, em 2005.



 


Aquele que toma a realidade e dela faz um sonho é um poeta, um artista. Artista e poeta será também aquele que do sonho faz realidade.* (Malba Tahan)

Sou grata por partilhar do sonho desta artista e poetisa, que tomando a realidade em suas mãos, sensibilizando-se e inquietando-se diante de tantos quadros de negação da vida, encontra um eficiente modo de denunciar tudo isso e anunciar o outro mundo possível! Com crônicas como “A Violência Nossa de Cada Dia” ela denuncia esta realidade mas, ao mesmo tempo anuncia uma nova postura, que deverá ser tomada com crônicas como: “Há uma Esperança Universal. Resistir à Desesperança.”
Suely, não só escreve crônicas e contos como constam desta obra, mas extravasando toda uma bagagem de emoções, utiliza-se da poesia especialmente para acarinhar pessoas que moram em seu coração: “Prece pela Mãe”, “Amigos”, “Aniversário” etc. Sendo assim, acredito que logo, logo, teremos uma outra publicação contendo suas inúmeras poesias, muitas já contempladas com prêmios em Concursos Literários. Será então a culminância do sonho da autora que a partir de agora, passa a ser sonhado também por todos os educadores que participam do Movimento das Equipes Docentes do Brasil. Concretizado então estará o pensamento: “Um sonho que se sonha só, é apenas um sonho. O sonho sonhado em mutirão é o começo da realidade”.

Evony P. dos Santos
Orientadora Educacional, Coordenadora das Equipes Docentes do R.G.S.



Em alto-relevo: o ontem passado a limpo somado às lembrança físicas e sensações psicológicas, as paixões arrebatadoras, as reflexões em carrossel, o amor de muitas faces, as tragédias casuais, o homem e a mulher urbanos a ocupar o mesmo espaço, confrontados com suas diferenças; sejam elas biológicas, confronto de personalidades ou puramente artificializadas (contrastes de vaidade). “Os últimos acordes do concerto” é alto-relevo por assim dizer reunir os contos de uma escritora detalhista, observadora, cotidiana e sensível aos sentimentos humanos. Suely Braga realiza uma verdadeira “autópsia” na vida íntima de suas personagens. Descreve a dor física e mental, transformando “as palavras em estruturas palpáveis”. O público-leitor sentirá o que de mais cotidiano e real retrata o dia-a-dia: a convivência a dois, a três ou mais pessoas no mesmo espaço ou\e situação. A realidade ficcional vista (e revista) nos diversos ângulos e formas, exposta a partir das experiências e concepções de mundo de suas personagens reflexivas e autocríticas, é a representação verossímil da nossa realidade descritivamente desenhada sem tirar nem pôr da relação de nós com o outro e o outro conosco. E Suely, através do seu minucioso detalhar, recolhe estas “cotidianidades”. Portanto, o “alto-relevo” é a vida e suas possíveis (e até impossíveis) leituras. Ao ler “Os últimos acordes do concerto”, certamente, descobrirá que “os últimos” o é sinônimo dos ensaios preparatórios, pois o espetáculo ainda está por vir. Que abram as cortinas.

Delalves Costa
Poeta e aluno do Curso de Letras da Facos


Navegantes Braga, há muitas décadas. Além do exercício competente das atividades docentes, no ensino público e privado, tem uma expressiva criação na área da poesia, contos e crônicas. A quantidade da obra literária tem sido premiada no Estado e no País. O que destacamos nos seus inúmeros trabalhos é o compromisso com o social. Nosso Brasil emergente que está em processo de desenvolvimento, precisa de alertas para o resgate de sua maior dívida, as divida sociais, para com o seu extraordinário povo.
A professora Suely se faz presente dando sua parcela de contribuição, rumo a justiça social com o que todos sonhamos.

Benito Barbosa Izolan
Professor, Jornalista e Advogado.


Suely Braga é uma amiga muito especial de todos os tempos, pois a conheço e a acompanho desde as épocas estudantis. É uma intelectual sonhadora.
Nesse seu andar como educadora, como orientadora educacional e acima de tudo como professora de Português e Literatura, sempre marcou e vem marcando cada vez mais, ser uma amante das palavras, que se manifesta no seu dom de escrever e no seu sonho de um dia publicar seus escritos em um livro próprio, como este que agora se concretiza.
Desde os tempos de estudantes partilhamos essa paixão pela literatura pelas artes, pelo teatro e poesia. Chegamos a transformar livros em peças de teatro e encená-las em palco. Como orientadoras educacionais lançamos a Revista Prospectiva especializada nesta área, tendo sido ela participante ativa da Equipe Editorial como também publicando seus artigos. Igualmente no ENGAJAMENTO, Revista do Movimento das Equipes Docentes, do qual somos membros.
Seus escritos publicados em diferentes Antologias e Revistas, lhe tem valido merecidamente vários prêmios.
Assim sendo, como testemunha deste seu dom, sinto-me honrada e emocionada de ter sido convidada a dar meu depoimento sobre esta escritora nata, no lançamento desta sua 1ª obra literária, que a partir de agora, passará para as Páginas da Antologia dos Escritores Osorienses.
Tenho certeza que este livro será amplamente conhecido e valorizado, dando aos amantes da palavra escrita oportunidade de reflexão e estímulo para os rumos da nossa trajetória cultural, no presente e no futuro de nossa cidade e além dela, fortalecendo e animando nosso caminhar.

Tereza Gambá
Orientadora Educacional, Professora de História.


Prefácio


Foi com emoção que aceitei o convite da professora Suely para prefaciar este livro, cujo título “Os últimos acordes do concerto” nos transpõe para um cenário colorido de histórias construídas ou imaginadas no palco da vida das pessoas que fizeram/fazem parte da vida dessa autora, entre as quais me incluo.
Neste livro, esta escritora singular demonstra mais uma vez o domínio da narrativa, com uma coletânea de crônicas, escritas com desenvoltura, uma prosa entremeada de ação, em movimentos que se cruzam estabelecendo amarras nas vivências das personagens que povoam as histórias contadas num estilo às vezes leve, outros em tom mais sério, porém revestido de um toque de malícia, sem invadir o leito do profano.
Seus contos/crônicas constituem uma espécie de leitura de mundo, onde os limites se cruzam, guardando dentro de si, mais ou menos inviolador, um idêntico segredo: o da emoção e o da razão, que servem de pretextos para fazer das histórias uma reflexão de fatos que povoaram a própria existência percorrida entre as lembranças de outros tempos, de outras razões, de outros escritos que compõem a tela da imaginação criativa dessa autora que tem nos revelado continuamente outros textos, do gênero poético ou da prosa, todos com muita singeleza, numa linguagem fluente, poética e de maturidade. Suas histórias trazem à tona fatos entrelaçados na problemática da vida real, de um mundo invocado nos horizontes dos caminhos do ir e vir.
Os contos/crônicas dessa obra despertam a atenção do leitor. A corajosa abordagem de temas do cotidiano, alguns narrados em 3ª pessoa; outros, em 1ª pessoa, marcam com esse recurso lingüístico o jogo narrativo que ora se aproxima, ora se distancia dos acontecimentos, e mostra uma posição de envolvimento ou não com o universo ficcional, criado, pelo estilo às vezes sóbrio, às vezes solto, até picante (leia-se o conto “Desencontro”), e pelo domínio da construção narrativa. Ao ler o conto “Os últimos acordes” do concerto título que dá nome ao próprio livro, sente-se uma sinfonia nostálgica, palpitante, capaz de desequilibrar as imagens de um mundo que se descortina à sombra da existência de um amor que existiu ou não. Seus contos/crônicas falam de um jeito muito especial, das experiências vividas e/ou ouvidas, não são memórias, mas poderiam ter acontecido num amálgama do real e do imaginário.
É desse cenário de vivências que nasceram as narrativas de Suely, o que a torna uma contista/cronista (poetisa também) especial, de uma sensibilidade muito grande e de um talento refinado para lidar com as palavras, provocando o encanto das histórias que, com certeza, conquistarão todos os leitores.

Professora Naura Martins
Professora da Faculdade Cenecista de Osório
Diretora do NEPE