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:: MATEMÁTICA ZERO::
Cláudio Leal Domingos

Cláudio Leal Domingos, nascido em Orleans, Santa Catarina, casado com Iolanda Munari Domingos. Três filhas e um filho: Ana Cláudia, Natércia, Naiurá e Dimitri. Desde jovem, dedica-se a atividades intelectuais. Em 1968, criou em Torres o Clube de Amigos 3C - Comunicação, Cultura e Criatividade. Em Osório, ajudou a fundar o Jornal Abertura, em Maio de 1977, época da abertura política, e, desde então, vem publicando contos, poesias, textos sobre a história regional e crônicas em diversos Jornais e Revistas, inclusive no Correio do Povo e na extinta Folha da Tarde. Foi mentor e primeiro Presidente da Associação de Estudos Culturais - AEC. Em Três Forquilhas, editou o texto Três Forquilhas - Auto-Retrato e foi mentor e primeiro Vice-Presidente do Grupo de Amigos Unidos para o Desenvolvimento - GAUD. Foi Secretário Municipal da Fazenda e da Administração. Em Torres, foi editor do Jornal-Revista Ler & Cia. Autor do Livro Além da Imaginação. Tem outros livros a publicar. É Tabelião e Registrador em Maquiné/RS. Vive em sua chácara, no Município de Três Forquilhas/RS.




Os números primos intrigam os matemáticos há séculos em busca de um padrão e de uma fórmula que os identifique.
Matemática Zero é com certeza o primeiro livro a mostrar que existe um padrão e modos de se identificar números primos, de uma maneira muito simples e prática, algo que jamais alguém descobrira.
O autor expressa suas idéias claramente e faz com que percebamos porque a Matemática é uma grande ciência.
Por essa grande descoberta e por nos mostrar a importância da matemática e nos reacender o interesse por ela, Matemática Zero é uma leitura indispensável para matemáticos e não matemáticos.

Roberto Luís Dambros
Prof. Matemática e Física


Introdução

Escrever sobre matemática é tão estranho para mim quanto poderá ser para alguns leitores. Não sou matemático no sentido formal e isso me obriga a começar por uma pequena parte histórica.
Fui alfabetizado por minha mãe aos cinco anos de idade e adquiri uma habilidade que considero de muito valor: ler e, com isso, conhecer e entender um pouco mais o mundo. Meu interesse pela leitura sempre foi intenso. Lia tudo o que me chegasse às mãos. Porém, o meu conhecimento escolar foi pouco. Freqüentei o primeiro ano do fundamental aos nove anos, durante um ano, e parei. Voltei a estudar aos doze anos, agora no terceiro ano, mas ainda no fundamental, por menos de três meses. Com a idade de dezessete anos, aproximadamente, estive em uma Escola de Alfabetização de Adultos, por menos de uma semana. Até então, ao todo, um ano e três meses de estudo formal, mais ou menos. Com vinte e três anos de idade, ingressei numa função pública, via concurso, para a qual, felizmente, naquele tempo não se exigia diploma; o importante era saber. Somente depois de casado, voltei aos bancos escolares, onde, de qualquer modo, aprendi pouco sobre matemática. Isso fez com que eu fugisse dela, por culpa dos seus símbolos enigmáticos e sua aparente dificuldade de entendimento.
Porém, um dia, isso foi em fevereiro de 1984, precisei saber um pouco mais de matemática na vida profissional, a fim de calcular a área de um terreno rural inclinado e de forma bastante irregular. Procurei o agrimensor da cidade e um engenheiro civil. Ambos me deram explicações muito técnicas, as quais envolviam seno, cosenos, etc., que não entendi. Optei pelo meu autodidatismo e comprei um livro sobre a história da matemática, A Magia dos Números, de Paul Karlson. Com ele eu teria mais textos explicativos e menos números, segundo pensava. Como não era bem assim, fui pulando os cálculos e símbolos enigmáticos. Quando cheguei na página sobre números primos, uma questão intrigante surgiu...
Este livro trata dos números primos. Eles inquietam os matemáticos desde que a Matemática existe como tal, há mais de dois mil e trezentos anos, pelo menos. Milhares e milhares de páginas já foram escritas sobre eles, mas sempre se mostraram caóticos.
Eu encontrei um vislumbre nesse aparente caos mas, para escrever a respeito e demonstrar um pouco do conhecimento obtido, não podia limitar-me às poucas páginas que o texto sobre números primos teria. Obriguei-me, então, a escrever um pouco mais para divulgar o meu trabalho em forma de livro. Ademais, nesse entretempo, ao me envolver com isso, aprendi o suficiente para afirmar que, embora o tema central seja números primos, não é propriamente esse o fulcro que o justifica. Na base dele está a matemática com um profundo significado para a condição humana. Talvez seja estranho um não-matemático ter chegado a essa conclusão. Essa pode ser, talvez, a importância central deste livro.
O leitor poderá encontrar falhas de conhecimento, erros de representação e lacunas lógicas, mas optei por escrever mal a não fazê-lo. Até porque, com o objetivo de divulgar logo o meu trabalho, este texto foi escrito um tanto às pressas e está indo a público sem muito esmero. Espero que, desconsiderados os atropelos, possa depreender-se dele algum conhecimento útil.


Valor R$ 15,00