Os números primos intrigam os matemáticos há séculos
em busca de um padrão e de uma fórmula que os identifique.
Matemática Zero é com certeza o primeiro livro a mostrar
que existe um padrão e modos de se identificar números
primos, de uma maneira muito simples e prática, algo que jamais
alguém descobrira.
O autor expressa suas idéias claramente e faz com que percebamos
porque a Matemática é uma grande ciência.
Por essa grande descoberta e por nos mostrar a importância da
matemática e nos reacender o interesse por ela, Matemática
Zero é uma leitura indispensável para matemáticos
e não matemáticos.
Roberto
Luís Dambros
Prof. Matemática e Física
Introdução
Escrever
sobre matemática é tão estranho para mim quanto
poderá ser para alguns leitores. Não sou matemático
no sentido formal e isso me obriga a começar por uma pequena
parte histórica.
Fui alfabetizado por minha mãe aos cinco anos de idade e adquiri
uma habilidade que considero de muito valor: ler e, com isso, conhecer
e entender um pouco mais o mundo. Meu interesse pela leitura sempre
foi intenso. Lia tudo o que me chegasse às mãos. Porém,
o meu conhecimento escolar foi pouco. Freqüentei o primeiro ano
do fundamental aos nove anos, durante um ano, e parei. Voltei a estudar
aos doze anos, agora no terceiro ano, mas ainda no fundamental, por
menos de três meses. Com a idade de dezessete anos, aproximadamente,
estive em uma Escola de Alfabetização de Adultos, por
menos de uma semana. Até então, ao todo, um ano e três
meses de estudo formal, mais ou menos. Com vinte e três anos de
idade, ingressei numa função pública, via concurso,
para a qual, felizmente, naquele tempo não se exigia diploma;
o importante era saber. Somente depois de casado, voltei aos bancos
escolares, onde, de qualquer modo, aprendi pouco sobre matemática.
Isso fez com que eu fugisse dela, por culpa dos seus símbolos
enigmáticos e sua aparente dificuldade de entendimento.
Porém, um dia, isso foi em fevereiro de 1984, precisei saber
um pouco mais de matemática na vida profissional, a fim de calcular
a área de um terreno rural inclinado e de forma bastante irregular.
Procurei o agrimensor da cidade e um engenheiro civil. Ambos me deram
explicações muito técnicas, as quais envolviam
seno, cosenos, etc., que não entendi. Optei pelo meu autodidatismo
e comprei um livro sobre a história da matemática, A Magia
dos Números, de Paul Karlson. Com ele eu teria mais textos explicativos
e menos números, segundo pensava. Como não era bem assim,
fui pulando os cálculos e símbolos enigmáticos.
Quando cheguei na página sobre números primos, uma questão
intrigante surgiu...
Este livro trata dos números primos. Eles inquietam os matemáticos
desde que a Matemática existe como tal, há mais de dois
mil e trezentos anos, pelo menos. Milhares e milhares de páginas
já foram escritas sobre eles, mas sempre se mostraram caóticos.
Eu encontrei um vislumbre nesse aparente caos mas, para escrever a respeito
e demonstrar um pouco do conhecimento obtido, não podia limitar-me
às poucas páginas que o texto sobre números primos
teria. Obriguei-me, então, a escrever um pouco mais para divulgar
o meu trabalho em forma de livro. Ademais, nesse entretempo, ao me envolver
com isso, aprendi o suficiente para afirmar que, embora o tema central
seja números primos, não é propriamente esse o
fulcro que o justifica. Na base dele está a matemática
com um profundo significado para a condição humana. Talvez
seja estranho um não-matemático ter chegado a essa conclusão.
Essa pode ser, talvez, a importância central deste livro.
O leitor poderá encontrar falhas de conhecimento, erros de representação
e lacunas lógicas, mas optei por escrever mal a não fazê-lo.
Até porque, com o objetivo de divulgar logo o meu trabalho, este
texto foi escrito um tanto às pressas e está indo a público
sem muito esmero. Espero que, desconsiderados os atropelos, possa depreender-se
dele algum conhecimento útil.