Participou da fundação da AOERGS, sendo eleita Presidente
por três gestões consecutivas, nas quais foram criados
os Seminários Estaduais (SOEs) e, a Revista Pros-pectiva e o
Departamento de Pesquisas, no qual permaneceu diretora após
suas gestões. Participou dos eventos nacionais e regionais de
O.E., apresentando trabalhos, coordenando a comissão nacional
que construiu o anteprojeto do Código de Ética dos Orientadores
Educacionais do Brasil.
Aposentou-se na Comissão de Promoção do Magistério
do RS, como representante dos Especialistas em Educação.
Aposentada, continuou supervisionando a revista de O.E e coordenou
um projeto de Educação Ambiental – ADAR, da ONG
Pró-Ecologia, como diretora cultural. Viajou para o exterior,
onde pesquisou sobre o assunto e criou a revista ETHERA, de Educação
Ambiental.
Nos últimos 15 anos prestou trabalho voluntário numa ONG
da periferia de Porto Alegre, como pedagoga, experiência em Educação
Infantil, publicada em três volumes que trataram sobre os Laboratórios
de Desenvolvimento Infantil.
Que Maria
do Carmo Freitas é profissional de primeira linha,
há muito se sabia. Que é Orientadora Educacional séria,
comprometida e competente ninguém tem dúvidas. Mas, agora
ao escrever essa obra, ao mesmo tempo em que se confirmam essas características,
surge uma Maria do Carmo vibrante, arrojada e entusiasmada que desfralda
bandeiras a partir de seu fazer pedagógico. Tudo isso numa fase
da vida em que muitos se retiram da linha de frente e ficam assistindo
de longe o desenrolar dos acontecimentos.
A pessoa de Maria do Carmo é literalmente muito ativa e doce. Quem
a conhece pessoalmente e com ela convive tem essa impressão que
se confirma com o passar do tempo: consegue conciliar numa síntese
surpreendente ser terna e lutadora, serena e tenaz.
Desde há muito Maria do Carmo estuda, fala, escreve e se dedica
“de corpo e alma” à Orientação Educacional.
Senão vejamos: Presidente da AOERGS por três gestões;
idealizadora da Revista Prospectiva, juntamente com Tereza Gamba; orientadora
em escolas estaduais, particulares, na Secretaria de Educação
e em vários projetos educacionais, ela tem sido incansável
ao defender crianças e jovens no seu direito legítimo de
cidadania.
Se a gente quisesse numa palavra definir essa Mulher – Mãe
– Militante, essa palavra seria PAIXÃO. Sim, quem diz Maria
do Carmo diz Paixão.
Quem, como eu trabalhou (trabalho voluntário) em escolas da periferia
de Porto Alegre, portanto, com aquela camada desassistida da população,
sabe que, mais do que ser um profissional, importa toda uma doação,
um estar junto, um aprender junto.
Ao passar para o papel esse atendimento junto às comunidades carentes
da Ilha da Pintada sente-se o quanto ela viveu e encarou o drama dessas
famílias na sua busca por dignidade.
Agora, eu pergunto: quem faz isso estando já aposentada e tendo
dedicado uma vida a serviço da Educação e Orientação
Educacional?
Ela se nega a parar. A ser uma expectadora passiva. A “pendurar
as chuteiras”. Ao contrário, encontra renovadas forças
para ouvir, acolher, encaminhar, esclarecer e apoiar essas crianças
e suas famílias.
Trabalhou a auto-estima. A cooperação. As características
das linhas de desenvolvimento. Os diferentes modos como cada criança
aprende. Trouxe a palavra de especialistas, autores, a fundamentação
pedagógica e científica.
E agora temos aí esse depoimento de quem alcançou esta causa:
a partir de um contexto de carência ela cria um ambiente altamente
propício à aprendizagem e à interação
social.
É preciso dizer mais?
Parabéns, Maria do Carmo! Deixas um legado que vai servir de inspiração
e estímulo às futuras gerações de educadores.
E que venham mais obras e mais relatos, estamos aguardando.
Por último, quero dizer que me sinto honrada com as citações
retiradas de meu modestíssimo texto da Prospectiva número
30.
Minha estima, minha admiração e meu respeito.
Naima
Kepes Ayub
Orientadora Educacional
Diretora de Publicação da AOERGS