LIVROS
:: O Segredo do Caramanchão ::
Circe Mara de Araújo Lupion

Prefácio

Por vezes, o que consagra um escritor e seu trabalho é uma linguagem absolutamente revolucionária. Mas pode ser chocante e nova sem precisar ser um Guimarães Rosa. Vejamos se me explico. O texto abaixo, da obra O Segredo do Caramanchão, de Circe Mara de Araújo Lupion, por exemplo, é de uma realidade chocante; mais do que pela linguagem, tocante pelo texto:

“Sem piedade, primeiro cortou os poucos cabelos que tinha. Depois apanhou um aparelho com gilete e raspou a cabeça de Francisca. Vez por outra, fingindo um pequeno tremor, ele apertava a gilete, causando pequenos mas doloridos cortes no couro cabeludo. Em seguida apanhou um pedaço de espelho e colocou à sua frente, dizendo: Veja o que sobrou de você!”


Subliminarmente o texto nos envolve de uma maneira quase kafkiana. Causa espanto e dor; quase repulsa. Mas de um dramatismo profundo e marcante.

Este sentimento acompanha o livro em sua inteireza. Há prazer em quase dor na leitura proposta por Circe Mara. Uma abordagem também muito interessante é a espiritualidade contida na obra. Este aspecto reafirma no livro sua atemporalidade, permanência.

E o segredo da história ao longo da leitura vai se montando para se desvelar ao final, de maneira muito rica. Surpreendente, como todas grandes narrativas.

Airton Ortiz - Jornalista e escritor

 

A riqueza de detalhes narrativos, aliados à estrutura do romance, dá vida marcante a cada um dos personagem da obra que o leitor sentirá prazer em beber.
Entre as várias abordagens há o aspecto espiritualista que marca significativamente. Até porque aqui estão registradas as inquietudes e os desencontros humanos. Ao final Circe Mara Araujo Lupion os analisa e os trata com sabedoria. Organiza-os em diversos escaninhos da vida para contribuir com a esperança humana através de “O Segredo do Caramanchão”.

Rossyr Berny - Editor


“Sem piedade, primeiro cortou os poucos cabelos que tinha. Depois apanhou um aparelho com gilete e raspou a cabeça de Francisca. Vez por outra, fingindo um pequeno tremor, ele apertava a gilete, causando pequenos mas doloridos cortes no couro cabeludo. Em seguida apanhou um pedaço de espelho e colocou à sua frente, dizendo: Veja o que sobrou de você!”
Subliminarmente o texto de O Segredo do Caramanchão nos envolve de uma maneira quase kafkiana. Causa espanto e dor; quase repulsa. Mas de um dramatismo profundo e marcante.

Airton Ortiz – Jornalista e Escritor

 

R$ 25,00

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