Subliminarmente
o texto nos envolve de uma maneira quase kafkiana. Causa espanto e dor;
quase repulsa. Mas de um dramatismo profundo e marcante.
Este sentimento
acompanha o livro em sua inteireza. Há prazer em quase dor na
leitura proposta por Circe Mara. Uma abordagem também muito interessante
é a espiritualidade contida na obra. Este aspecto reafirma no
livro sua atemporalidade, permanência.
E o segredo da história
ao longo da leitura vai se montando para se desvelar ao final, de maneira
muito rica. Surpreendente, como todas grandes narrativas.
Airton Ortiz - Jornalista
e escritor
A riqueza de detalhes
narrativos, aliados à estrutura do romance, dá vida marcante
a cada um dos personagem da obra que o leitor sentirá prazer
em beber.
Entre as várias abordagens há o aspecto espiritualista
que marca significativamente. Até porque aqui estão registradas
as inquietudes e os desencontros humanos. Ao final Circe Mara Araujo
Lupion os analisa e os trata com sabedoria. Organiza-os em diversos
escaninhos da vida para contribuir com a esperança humana através
de “O Segredo do Caramanchão”.
Rossyr Berny - Editor
“Sem piedade, primeiro cortou os poucos cabelos que tinha. Depois
apanhou um aparelho com gilete e raspou a cabeça de Francisca.
Vez por outra, fingindo um pequeno tremor, ele apertava a gilete, causando
pequenos mas doloridos cortes no couro cabeludo. Em seguida apanhou
um pedaço de espelho e colocou à sua frente, dizendo:
Veja o que sobrou de você!”
Subliminarmente o texto de O Segredo do Caramanchão nos envolve
de uma maneira quase kafkiana. Causa espanto e dor; quase repulsa. Mas
de um dramatismo profundo e marcante.
Airton Ortiz – Jornalista e Escritor