LIVROS
:: CHUVISCOS POÉTICOS ::
Maria Calíope Rodrigues da Cunha Lima
Apresentação


“A verdade é dura como cristal e delicada como a flor
do pessegueiro.” (Mahatma Ghandi)

“Poesia é a voz dos sentimentos mais profundos do ser humano.” (Octávio Paz — México — Prêmio Nobel)


 
Eis aqui meu segundo livro de poesias, intitulado Chuviscos Poéticos.
O tempo, o vento, a tempestade, as nuvens e as correntes dos rios passam. Minha vida também passará. Só não vai passar o que deixarei gravado, antes de seguir pelos caminhos espirituais, quando, definitivamente, me afastar deste planeta para prestar contas do que fiz ao Criador.


O que escrevo é tudo aquilo que procurei do fundo do meu ser.
Como não cheguei a ser mãe, considero meus poemas crias minhas.
Meu conceito sobre poesias:
Ser poeta é mergulhar de corpo-e-alma adormecida ou acordada no país dos sonhos; extraindo deles o amor, a esperança, a saudade e o perdão. Às vezes, tirar da realidade, esta que nos cerca e nos sufoca, algo substancial para nos dar forças a fim de resistir os baques da vida.
Em minhas andanças pelo mundo colhi muitas alegrias, dissabores, é claro, quem não os tem? Porém, meus poemas tomaram um rumo só. Procuro exprimir apenas o de belo que meus olhos vêem e meu coração sente.
Muitos poetas choram as suas desesperanças, dores, frustrações; contam das desumanidades que viram por este mundo afora. Falam de terroristas, assaltantes, bandidos, assassinos e suicidas. É o fim dos tempos. É o ano dois mil que se aproxima. Um dia vai melhorar. Deus é brasileiro. Se bem que, às vezes, estas revoltas nascem de uma reação por uma situação intolerável que atravessamos. É como se fosse dar um grito de guerra para a libertação: um apelo que significa nada mais, nada menos que um Basta!
Nos meus poemas onde tem pranto, denuncia uma saudade imensa dos tempos de colégio, minha meninice, enfim, dos velhos tempos. Amores conquistados, amizades, paixões, alegrias, idas-e-vindas, noites mal dormidas, às vezes, por estar ouvindo serenatas ao clarão da lua cheia... ou quem sabe, ressaca dos bailes de carnaval...
Sonho com tudo que desejei ter, aquilo que colhi e o que não consegui obter, com flores perfumadas, umedecidas ainda pelo orvalho da madrugada. Com cheiro do capim molhado dos campos verdes de nossa terra que se chama Brasil. Com o cheiro dos pinheiros da minha terra natal, o Rio Grande do Sul, ondulada pelas coxilhas. Com o amarelo do nosso sol escaldante. Com o barulho das nossas matas onde a jaguatirica mia, as araras gritam, os papagaios falam e os passarinhos cantam em bando, deixando a gente alegre e ensurdecida; com a música cristalina das águas que saltam das cascatas, com o marulhar das ondas, beijando a areia da praia, enfim, meus sonhos são lindos e incontáveis.
Inspiro-me nos amigos que conquistei, desde os colegas com quem convivi no tempo de trabalho, como aqueles da vida social; pérolas raras, cultivadas no jardim da sinceridade e da lealdade.
Humildemente inicio este simples livro, transparente como de fato sempre fui, sem passado, sem futuro, somente com o agora, orgulhosa e feliz de poder exteriorizar meus sentimentos e minha vivência a todos que lerem, proporcionando a meus irmãos, sobrinhos e amigos a oportunidade de me conhecerem cada vez melhor.
Quero dar a cada um que folhear este pequeno livro, um pouco de calor humano, conforto e pausa para a recordação...
E não esqueçam nunca:
Só o amor é que edifica
Termino lembrando o que o matuto do interior dizia:
plantando dá... por isso eu planto pra dar...
(Jeca Tatu, de Monteiro Lobato)

A autora

_______________________________________________________

De muitos lugares do Planeta se pode produzir boa poesia. Mas é da maravilhosa cidade do Rio de Janeiro que Maria Calíope Cunha Lima esparge e encanta o Brasil com seu poetar singular. Despreocupada com padrões rigorosos de estéticas clássicas ou pós-modernas, empenha-se em inundar a sensibilidade brasileira com Chuviscos Poéticos. Em verdade, quase uma chuvarada de textos extremamente ternos. Igualmente se pode afirmar que nesta louvável obra mistura com saber várias escolas literárias.
Sonetos e prosas poéticas se vão desfiando ao longo de 144 páginas. Ao final, não há como a emoção não tocar o leitor. Como por exemplo:

“A neve deixa cair a cabeleira branca cor de prata
Sobre a paisagem fria
Onde se debruçam
os campos de esmeralda”

Então, não é a mais pura e comovente Poesia?
Agora deixe-se deliciar com a leitura completa de Chuviscos Poéticos.

Rossyr Berny – Editor


_________________________________________________

Maria Calíope Rodrigues da Cunha Lima, neta de Manoel da Costa Cunha Lima, dono de engenhos de açúcar na Paraíba e de José Luiz Rodrigues Teixeira, criador de gado no Rio Grande do Sul, nasceu na década de 20, em Vacaria, zona pecuária do Rio Grande do Sul, divisa com Santa Catarina.
Estudou no internato N. Srª do Bom Conselho de Porto Alegre, ministrado por freiras católicas franciscanas alemãs. Mudou-se para o Rio de Janeiro com a família em fins de 43, onde cursou inglês, datilografia, espanhol, relações públicas e humanas, até o vestibular. Formou-se em Jornalismo pela Escola de Assis Chateaubriand.
Trabalhou em várias companhias americanas e posteriormente em órgão do Ministério da Agricultura, de 64 a 86. De 70 a 80, trabalhou em Brasília. Ao voltar para o Rio de Janeiro, dedicou-se à literatura e interessou-se pelos problemas sociais, humanos, políticos e ecológicos, extraindo do dia-a-dia suas inspirações.
Realizou cursos na Academia Brasileira de Letras, no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Lyceu Português e no Instituto Histórico e Geográfico. Participou de inúmeros concursos de poesia, crônicas e contos. Recebeu prêmios, livros, medalhas de ouro e bronze, troféu pelo SESC e troféu de Musa da Poesia – 1996, pelos Cadernos Oficina. Recebeu diversos diplomas de Academias de Uruguaiana/RS, Revista de Brasília (incluindo a medalha de Estella Brasiliense) e Academia Petropolitana Raul de Leoni.
Pertence à Associação dos Diplomados da Academia Brasileira de Letras do Rio. Recebeu, em 1997, medalha de interpretação pela Academia Cidade Maravilhosa com a poesia Acróstico para Diana (homenagem a Lady Dy).
É associada ao Instituto Rio-Grandense, cujo diretor é o Coronel Claudio Moreira Bento.
Participou de concursos de Poesia em Bogotá (Colômbia), Trento (Itália), São Paulo, Minas Gerais e em Vacaria, recebendo Menção Honrosa pelo poema Cidade Natal.
Em 1996 lançou seu primeiro livro, Memórias poéticas de uma gaúcha, pela Editora Alcance.

Valor R$ 20,00

Voltar à página inicial
 

Sede Própria: Rua Bororó, n.º 5, Bairro Assunção – Cep 91.900-540 – Porto Alegre/RS
Fones: 51 3307 0221 - 3307 0233
e-mail: alcance@editoraalcance.com.br
MSN: editoraalcance@hotmail.com - Skype: editora.alcance
© 2009 Web Design