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O Louco, o Tempo e outras estranhezas :: |
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Alberto Afonso Landa Camargo |
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TIMONEIRO MADURO JÁ NA PRIMEIRA VIAGEM A fluidez com que o narrador desfia os onze textos de O Louco, o Tempo e outras estranhezas, identificam a categoria marcante de Alberto Afonso, graduado em Letras e Filosofia. E mais. Nesta obra vem desaguar o encanto que o menino sorveu da fonte literária de seu avô: O prazer pela escrita, somado ao seu DNA já nos tempos de menino. São histórias as mais múltiplas possíveis, uma espécie de mosaico, vitral, estrela de onze pontas. Personagens que alternam seus mundos entre o necrotério, o parque, o avião, o Instituto Médico Legal, desvendando as des/venturas de Elesbão, Belarmino, Elautério, Tobias, Terezinha, Rosa. E o Louco, sobretudo. Todos, independentes dos focos textuais, ganham uma lineariedade una e interessante, tornando-nos ávidos leitores. A naturalidade dos contos dão vida aos personagens de quem logo desenvolvemos empatia, e nos tornamos quase seus íntimos. Suas vidas nos causam estranheza e familiaridade a um só tempo. Mesmo os contos hilários, em contraponto aos quase macabros, Afonso Alberto, inaugura-se em livro já pleno de maturidade narrativa: “Sentado no sofá puído e de molas soltas, na sala da pequena e velha casa de três peças e banheiro, o louco mira os jornais do dia empilhados sobre a mesinha de centro. Ali estão todos os periódicos da cidade e, um por um examinados, trazem quase as mesmas coisas de todos os dias. Ele nem se preocupa com o supérfluo e vai direto para os problemas de sempre, ora noticiados em grandes ou pequenas matérias, ora reclamados nas cartas dos leitores“. Os personagens ganham vida na inventiva de variadas nuances que perpassam o itinerário do livro. Rossyr Berny Editor |
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PREFÁCIO Eu não queria crer, mas realmente é muito mais difícil prefaciar um livro escrito por um amigo! Acho, entretanto, que a melhor saída é ir logo dizendo que se trata de um amigo que teve a generosidade de formular o convite e a empreitada ficará mais fácil, deixando-se a cargo dos leitores o devido desconto ao tom emocional demandado pelo cumprimento da honrosa missão. Já tínhamos, eu e o Coronel Alberto Afonso Landa Camargo, uma convivência muito próxima quando na ativa da Brigada Militar e essa convivência ficou ainda mais próxima quando nos tornamos colegas na Reserva da Corporação e passamos a realizar alguns trabalhos em prol da FBM – Fundação Brigada Militar, onde ele exerce a Direção de Assistência Social e Assuntos Institucionais. Nas andanças do ativismo cultural, sob sua liderança, em 2006, foi possível formarmos um grupo de abnegados que concretizou o sonho, há muito acalentado, de fundar a Academia Brigadiana de Letras – ABRIL, da qual é o atual Presidente. Também sob sua liderança persistente e realizadora, ajudamos a fazer acontecer, em 2007, o 1º Concurso Literário da Fundação Brigada Militar, evento que obteve enorme sucesso ao angariar expressiva participação de escritores de todo o Brasil e também de Portugal, resultado direto de sua pacienciosa dedicação e do bom relacionamento que nutre com o mundo das letras e das agremiações literárias. A afinidade para com as letras e os livros não é recente na vida desse santiaguense introspectivo. Já pela titulação acadêmica que possui é possível constatar isso – bacharelou-se em Letras e em Filosofia, pela Universidade Católica da pacata e acolhedora Pelotas – que parece ser o lugar por ele escolhido para desfrutar esse “Mundão de Deus”, no conforto duma casa na Praia do Laranjal. Não é neófito, também, nessas lides de escrever e publicar, pois já nos brindara com o seu Política & Polícia da “Terrinha”, livro de contos muito bem-humorados, publicado em 1996. Teve participação em todas as edições das Antologias de Poetas Brigadianos e tem trabalhos publicados num sem-número de obras coletivas de poesias, contos e crônicas. Leitor voraz e escritor versátil e de fôlego, já colaborou com inúmeros textos, técnicos e literários, publicados em jornais, revistas e sítios na Internet, além de ter sido premiado em diversos concursos literários nacionais. Aguardamos, para lançamento em breve, a “I Antologia Literária FBM: Contos, Crônicas e Poemas”, que reunirá os trabalhos participantes do Concurso Literário da FBM, a qual representa a primeira experiência do Coronel Afonso como organizador de uma obra coletiva de nível nacional, o que é um orgulho para todos nós que acompanhamos suas realizações e sua dedicação em prol do ativismo literário brasileiro. A edição, agora, destes contos selecionados, onde maneja esse gênero difícil e pelo qual transitaram grandes nomes da literatura como Edgar Alan Poe e o próprio Machado de Assis, oferece-nos uma ideia de sua maturidade como escritor. O estilo é marcante – um realismo que chega a ser hostil. No entanto, faz sentir e faz pensar, com profundidade, sobre a cruenta experiência da existência humana. A todos, uma boa leitura! Porto Alegre, maio de 2009. Pércio Brasil Alvares |
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APRESENTAÇÃO O hábito de estar sempre escrevendo é uma coisa que me acompanha há muitos anos. Acho que herdei isto do meu saudoso avô Alberto Fernandez de Landa, uma pessoa que pouco conheci, dado que faleceu quando eu tinha por volta de três ou quatro anos, mas que era dotado de invulgar cultura adquirida desde os tempos em que frequentou o seminário para formar-se padre e depois deixar a batina para casar com minha avó Esther Escobar de Landa. O avô Alberto era um homem invulgar. Além de poeta era músico e passava horas no seu piano tocando e compondo obras que, tal como seus poemas, infelizmente perderam-se e nunca consegui recuperar nada. Lamentavelmente, quando acordei para o hábito de escrever e soube das inclinações do avô Alberto, nada mais existia. Contava inclusive a avó Esther, que os originais de seus poemas foram entregues a um amigo do Rio de Janeiro que os levou para ver da possibilidade de publicá-los e nunca mais deu notícias. Eu ainda tentei contatos com o amigo, lá pelos anos setenta do século passado, mas ele nunca retornou meus pedidos. Muito jovem, ainda na adolescência, acabei desistindo, muito mais pelas dificuldades de comunicação na época do que pela vontade de recuperar o que o avô Alberto escrevera. Cada vez que escrevo alguma coisa e conheço as inúmeras dificuldades de um autor sem recursos para publicar seus trabalhos, lembro do meu saudoso avô que nunca pode publicar o que escreveu. No meu caso, auxiliado, porém, pelas maiores facilidades de hoje, embora não sejam muitas, procuro sempre que posso participar de concursos diversos, tanto na categoria de contos, como nas de poesias e crônicas. E às vezes tenho a felicidade de ver alguma coisa premiada ou selecionada para participar em antologias mediante colaboração para que possam ocorrer as publicações. Foi desta maneira, escrevendo contos para participarem de concursos, que resolvi reunir alguns numa única obra que coloco ao crivo dos leitores. São histórias, algumas baseadas em fatos reais que um dia presenciei ou ouvi falar ao longo da minha infância e adolescência e da carreira como policial da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, onde trabalhei por mais de trinta e cinco anos, e outras, como aquele intitulado “Uma Investigação Minuciosa”, que foi baseada na obra de Nelson Rodrigues “O Boca de Ouro”, porque era uma exigência do concurso do qual participei, isto é, que no conto fosse feita referência a personagens de alguma das obras do importante autor brasileiro. Tendo agora esta oportunidade de publicar alguma coisa, em especial pela inestimável colaboração do meu amigo Arlindo Bonete Pereira, um incentivador e ao mesmo tempo crítico dos meus escritos, selecionei, assim, alguns contos dentre os tantos que já escrevi e dormitam na memória do meu computador a espera da sua vez, que, de repente, pode chegar pelo mesmo caminho que me foi oportunizado este momento pela bondade do amigo. Está aí, pois, este pequeno conjunto de contos que, espero, sejam do agrado dos leitores que acharem que possam ter eventualmente algum valor literário e me honrem com a sua leitura e a sua crítica. Porto Alegre, 12 de maio de 2009. O Autor |
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Contato direto com o autor: Valor R$ 20,00 |
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Autógrafo na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre - Novembro 2009
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