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:: Outras Luas ::
Alba Pires Ferreira
 

 

Alba Pires Ferreira e as OUTRAS LUAS

 

 

A cada trabalho literário da autora Alba Pires Ferreira, está uma sensibilidade cristalizada entre os poemas. A poesia está presente nas mais diversas manifestações de vida, sentida em toda parte; faz rir, chorar, manifesta alegria e dor. É um orgulho ver mais uma obra com um belíssimo titulo: Outras Luas. A cada poesia uma dose de carinho traçando o papel. Nos versos do poema “Ciclo das luas”, a autora revela a sensibilidade profunda e traça um novo perfil para a dor: “Meu coração é de alguém/ que acende e apaga a luz/ não vou esconder de ninguém/ a dor que este amor me produz”. Sensível, humano, que revela amor e sentimento pela vida, pelo próximo. Mais adiante no mesmo poema: “Miro estrela ventura/ e vejo-a entre véus/ a escrever com ternura/ Mario Quintana nos céus/ Fachinelli bom amigo/ que jamais vou esquecer/ pra todo sempre eu digo/ igual não pode haver”. Com poucas linhas, nos traduz tudo e de uma criação imaginária que nos afagam o espírito com a suavidade do vento.

Em cada um dos poemas, Alba Pires Ferreira, demonstra o sentimento de luta, e coloca em sua poesia toda a vibração de uma autora e sua paixão pela vida. Nos poema “Fim de noite”, “À margem”, “Sobre(vivência)”, “Tique-taque”, “Nascer de novo”, “Sair de cena” e “Elo perdido”, demonstra sua batalha pelos seus sonhos, pela felicidade e paz. São palavras que cortam os ares e vão ao encontro do mundo moderno, registrando a nossa passagem terrena.

Sendo esta a terceira obra poética da autora, podemos citar o primeiro livro Sonata, que tem um potencial poético e profundo em cada poesia, refletindo sua alma – ora romântico, ora sensual –, descreve a vida. O segundo Orquídeas no asfalto é também regado com uma sensibilidade poética profunda.

Alba Pires Ferreira, professora, escritora, poetisa, presidenta da Academia de Artes Ciências e Letras Castro Alves, participante ativa das entidades ALPAS XXI – Associação Artística e Literária “A palavra do século XXI”, Casa do Poeta Latino-Americano, ALGA, entre várias outras entidades culturais, com um currículo intenso literário, dando vida e voz aos poemas. A literatura ganha e se eterniza com seus escritos, conquistando espaços neste “Brasil da Poesia”.

Marinês Bonacina

 


 Poeta, Jornalista, Radialista, Presidente da CAPOLAT (Casa do Poeta Latino-Americano) de Porto Alegre/RS.

 

 

Há bastante tempo Alba Pires Ferreira tem em suas mãos o saber timoneiro da poesia. Maneja o verso e o leme ao sabor de sua inventiva. Faz da palavra algo de seu completo domínio. Ajusta ideias, dá ao poema voz alta, imperativa, quando fala ao mundo; baixa a voz quando declama ao ouvido do amado suas confissões estonteantes.

            Já na primeira estrofe do livro, confessa-se:

“...Canção noturna /vibra, calma. /Ruído suspirante /em dó /longo gemido d’alma.”

            Quando não satisfeita com seu labor entregue ao poema, também ousa na arte da trova para fechar seu livro homenageando o memorável Mario Quintana – com a palavra alma na abertura e encerramento do livro. E dentro da alma cabem todas as suas luas:

“Mario Quintana, poeta /n’alma do adulto, a criança /de coração porta aberta /à paz, amor esperança!”

            E no passar das fases lunares e as luas todas com que nos oferece em versos uma infinidade de poemas inesquecíveis. Já fizera isso com seu livro inaugural, Sonata, que a Alcance teve a honra de publicar em 2000. Editara posteriormente Sonata e Orquídeas no asfalto. 

Agora realiza ainda mais maduramente lapidar em Outras luas. Um presente à arte, com arte. Delicie-se!

 

Rossyr Berny - Editor

 

Lugares que amei

Hesito sempre achegar-me de novo.
Aproximação, pode até acontecer.
Mas, no momento de a eles voltar,
tocá-los, medo invade-me.

Parto

Port(a)cesso à vida, gangorra vaivém,
num sobe, desce, faz trapaça, perde a graça!

Algumas pessoas

...descobrem a poesia,
ou açoitadas pela tempestade
ou debaixo dum sol escaldante.
Por que não chuvinha leve, seguida
por raios de sol à beijar o corpo?

Criativa canoa

Um dia deixou
vazar sentimento.
Este, embriagado pelo muito
de pudor ingerido, enfraqueceu.
E, perdido e submerso, desapareceu!

Nascer de novo

Durmo
neste momento
na hora calma.

Sonho
o pensamento
não tem alma.

Acordo
Será que ainda sei acordar?
Como saber?

Pensar

Ser racional
precisa pensar
o que o forma
e se forma
com o que pensa!

Um palpite

Mega sena
acumulada,
quem jogou
não ganhou nada.
Os demais,
afinal faturaram
nada menos
que um real.

Valor R$ 25,00

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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