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:: Cantigas que a rua canta :: |
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Alberto Cohen |
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Alberto Lisboa Cohen é Advogado, reside em Belém do Pará, onde nasceu em 12/02/1942. A partir de 2003 decidiu expor seu trabalho literário. Participou de alguns concursos nacionais e internacionais, sendo contemplado com as seguintes distinções: Livros premiados e editados: Poemas sem dono: Vencedor do II Prêmio Literário Livraria Asabeça (Editora Scortecci, SP, 2003). Caminhos de não chegar: Vencedor do Prêmio de Literatura do Instituto de Artes do Pará (IAP), Governo do Estado do Pará, 2005 e da Láurea Cidade Poesia (Moderna), pela Associação de Escritores de Bragança Paulista (ASES), SP, 2006. Juntando pegadas: Vencedor do Prêmio Vespasiano Ramos da Academia Paraense de Letras, PA, 2006. Cantigas que a rua canta: Poemas selecionados pela Editora Alcance, Porto Alegre/RS, 2009. O autor lista algumas obras inéditas: Catador de momentos (Poesia); Menino das samaúmas (Poesia); Álbum de retratos (Poesia); Folhas e penas (Crônicas).
Contatos do autor: albertolcohen@yahoo.com.br
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PREFÁCIO A poesia é destes encantos tão profundos que não poupam nem os prosadores mais encruados iguais a mim, escritor que tem percorrido todos os continentes, narrando a inesgotável saga humana. Áspera que só ela.
Mas é impossível não se deixar tocar pelo hálito estonteante da poesia. Sobretudo os poemas de Alberto Cohen, enfileirados em Cantigas que a rua canta, feito ondas marcantes que vem tomar a praia e os passantes.
Leia-se só, em Cinza:
Não quero um mundo assim, triste e cinzento, como a vida pintou os meus cabelos, como a paixão mudou-se de vermelho em cinza, a invernar os sentimentos. Onde o riso ficou sem ser notado e o olhar esqueceu-se do bonito? Em qual esquina da rua Passado incorporou-se em mim somente o grito? Não me importa esse corpo que definha, esse perder de tempo, sono e calma, necessito saber onde, sozinha, anda vagando minha antiga alma.
Não é pura poesia, talento, o que encontramos aqui? Rasga o peito o poeta frente ao mundo quase cruel. Ainda assim o artista passa seus dias expondo-se inteiro para emprestar à vida o seu sacrifício diário. Ao contrário da caixa de pandora, aqui desfiam-se vida afora poema-a-poema, como que libertados pelas mãos perfumadas da amada. E temos bem presente a paixão à musa nesta obra poética, apresentada a mim pelo editor Rossyr Berny, a qual tenho raro prazer em conhecer, e prefaciar. Por fim, e dentre a multiplicidade das Cantigas que a rua canta, destaco Cantoria, uma das inúmeras preciosidades, o que justifica Alberto Cohen como um dos mais premiados poetas brasileiros:
Quando em você fui embora de mim mesmo pra nós dois, nem sabia nessa hora o tanto que sei agora, o que viria depois. Simplesmente era um menino perdido na encruzilhada, ou, talvez, um peregrino sem direção, sem destino, vagando na madrugada. De repente o encantamento segurou-me pela mão e fez aquele momento ser mais do que o pensamento desejou na solidão. Como filho e namorado, tornei-me escravo e senhor, cada sorriso trocado era um tesouro encontrado numa promessa de amor. Hoje conheço a resposta do que viria depois: sou tudo o que você gosta e o prêmio de nossa aposta é nunca mais sermos dois.
Que mais dizer da emoção que esta obra nos possibilita para motivar o leitor que é sempre tempo de poesia? Mesmo pra um prosador calejado pela narrativa.
Porto Alegre, junho de 2009.
Airton Ortiz Jornalista e Escritor
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PALAVRAS DO EDITOR
Esta nova obra premiada de Alberto Cohen começa a brilhar pelo título: Cantigas que a rua canta. Admirável. São poemas que cantam em voz alta. Surgidos e espargidos do coração do poeta pelas frinchas da vida, respiração pelos poros, suores; passos feito melodias.
Aqui tomam mundo 72 suspiros que ao longo do livro tornam-se vendavais que levam aos continentes o pólen fecundador do versejar. Formam trilhas, ruas, largas avenidas embalando a vida. Poemas que a nossa Editora Alcance tem orgulho de selecionar para esta edição especialíssima. “Cantigas que a rua canta” fecha o poema-título com este achado:
É a rua que canta no ritmo do silêncio, antes que o sol esfatie a sonolenta madrugada.
No percurso das ruas albertinas, encontramos pelas esquinas dos versos, esta luminescência:
Eu bem sei que me torno transparente,/ como um fantasma que penasse tanto/ e tentasse buscar na poesia/ a cura sacrossanta do seu pranto.
Ao longo de 72 Cantigas que a rua canta, o poeta visita muitos mundos, muitas musas, muitas moradas, cerzidas de todas linhas, urgidas em todas as cores. E quando exausto de caminhos e conquistas, confessa: Reconstruo-te casa destruída/ nas lembranças que estão nos teus destroços.
Rossyr Berny – Editor
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Valor R$ 20,00 |
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