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Experiências Psíquicas :: |
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Dora Zambon Corá |
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Dora é o nome adotado por Doracy Maria Zambon Corá. Professora, comerciante, hoje aposentada e pensionista. Nascida no dia 10 de abril de 1927, ainda criança, fatos incomuns aconteciam despertando-me para os aspectos espirituais na escrita psicografada. Tem um bom número de obras prontas e outras em andamento. Ao longo destes anos de vida, foi escrevendo páginas e mais páginas, como diz a autora “sempre com a caneta pronta para assentar as palavras que surgiam inesperadamente”. Este livro Experiências Psíquicas é o primeiro a ser editado. |
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Palavras do Editor Uma obra literária, seja qual for seu gênero, não se faz somente de perguntas ou respostas, mas do equilíbrio entre ambas. É o que realiza Dora Zambon Corá em seu livro inaugural: Experiências psíquicas. É sua primeira de muitas obras, pois sou testemunha de suas gavetas transbordando de originais; ou completos ou em fase final. Fiquei espantado com tanto labor literário, tanta dedicação e ânsia ao que tem para dizer; o que tem para legar à Humanidade com suas vivências, sejam elas vivenciadas ou psíquicas. Na apresentação que a própria autora faz de seu trabalho já nos esclarece muito. A princípio, quase todos nascemos Católicos Apostólicos Romanos. E a vida, em seu sábio percurso, vai nos abrindo novos caminhos, ideias, religiões, filosofias, saberes, enfim. E ela abriu as portas de sua vida a todos os conhecimentos. Mas optou, ao longo das décadas de conhecimento e estudos, pelo Espiritismo. As experiências, porém, começaram muito cedo. Sua primeira visão, com a qual abre o livro, foi a de uma pintura, um quadro na parede, da Santa Úrsula e as Virgens. Com nitidez real as viu saírem do quadro, caminharem, partirem e sumirem na janela. Quando olhou a pintura novamente, lá estava a paisagem. Não mais a Santa e as Virgens. A história do enriquecimento espiritual de Dora Zambon Corá está nas páginas deste livro. Mas a exemplo da Santa que sai do quadro, suas aprendizagens e ensinamentos tomam o mundo para enriquecerem outras vidas. Como as que brilharão ainda mais depois da leitura destas Experiências psíquicas. Rossyr Berny – Editor |
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Palavras da autora Este livro tem por objetivo deixar impresso minhas experiências psíquicas e espirituais, tal qual ocorreram. Para muitas pessoas parecerá imaginação ou ficção, mas graças a Deus haverá e há aqueles que me entendem e entenderão. Durante a minha infância nada li sobre espiritismo, psiquismo ou poder da mente. Minha religião Católica Apostólica Romana ensinou-me o catecismo e, às vezes, ouvia o sermão dos padres. O terço rezado em família me parecia monótono e grande demais. Sempre fiz preces pequenas antes de dormir. Gostava de avistar o céu estrelado, era um fascínio. Altas horas da noite debruçava-me na janela para contemplar o firmamento, percebia muita grandeza e muito mistério, e não questionava porque me parecia muito natural. A religião Católica ensina que existem almas no purgatório e no inferno de fogo. Mas, graças a Deus, há muitas almas felizes no céu porque sempre fizeram o bem. A missa era obrigatória para quem morasse perto de uma igreja, o que não era o meu caso. A leitura da Bíblia Sagrada, naqueles tempos, princípio do século vinte, era proibida para os leigos, e até hoje questiono o por quê. Poucos livros religiosos havia para que pudesse lê-los. Os tempos mudaram e as oportunidades também. Foi o que aconteceu comigo, mas precisou que a idade avançasse para que tivesse mais tempo disponível, mais dinheiro para comprar os livros, mais amadurecimento para ler e adquirir conhecimentos. Sei que sempre tive fome e sede de verdades espirituais. No início o meu pensamento vagava pela vida do mundo terra. Contudo, havia chamados inconscientes, que me levaram por vários caminhos. Gostava, na infância e na juventude, de tratar de predições, sonhos, futurologia e tudo o que se referisse ao fantástico, inexplicável, misterioso. Tudo tem o seu tempo para nascer, crescer e desenvolver. Depois dos 35 anos, passei a comprar os livros que me interessassem e eram todos os que tratavam do poder da mente, força interior, livros de religiões variadas, e sobre a vida dos “santos”. Uma necessidade imensa de leitura que tratasse da mente-espírito. Lia e relia e nada além me interessava. Estava em busca de uma verdade, mesmo sem saber que verdade seria. Era uma energia contínua a me impulsionar para a leitura. Todas as leituras me interessavam quando tratassem da mente-espírito. Quando me perguntavam qual era a minha religião, respondia com certo ar de orgulho: – É a Católica. Os Mórmons e os Testemunhas de Jeová chegavam à nossa casa para doutrinar, na intenção certa de que convenceriam a muitos leigos para se tornarem seus adeptos. Do mesmo modo outras religiões. Muitas religiões ou seitas foram formando-se ao longo deste século. Sem dúvida, muito convictos de suas ideias, portanto donos da verdade. Nunca fechei a porta do aprendizado porque este é o meu modo de ser, de buscar o conhecimento espiritual. Também acontecia de me ver confusa, emaranhada ante tantas promessas e filosofias. Uma tristeza profunda me abateu quando li um livro emprestado por um Sabatista e que atacava a religião Católica. Foi muito difícil aceitar fatos que queimavam e me surpreendiam, mas que eram verdades. Ainda assim, entre outras, a Católica era aquela que me respondia certas perguntas e que vinha ao encontro da minha certeza sobre visões, sonhos lúcidos, verdadeiros, aparições dos mortos e preces pelos que partiram. As missas pela intenção dos mortos evidenciavam que eles ressuscitavam em corpo espiritual. Ao contrário de algumas religiões, que negam as aparições ou também afirmam que aqueles que se apresentam tomam o lugar do verdadeiro, são espíritos malévolos. Só para confundir. A minha mente, em contínua busca, não descansava, estava no tempo do estudo e da decisão. Uma longa estrada me impulsionava para uma busca incessante, obsessiva, mesclada por acontecimentos psíquicos, os quais me traziam certa alegria e paz interior. Mas também encontrei tropeços e espinhos. Passei por tempestades íntimas, medo de errar, medo do futuro errado, mas ainda assim a eterna busca me dava certeza de que era este o melhor caminho e que não devia temer. Uma frase começou a aflorar no meu íntimo: “Não temas, Dora, pois eis que o bem é sempre um bem, não importa onde, quando ou como é praticado”. Esta frase calou fundo no meu consciente, estimulava-me a fazer o bem para todos, sem distinção, e que fora da caridade não haveria salvação. O estímulo para a caridade é encontrado nos livros de todas as religiões, mas os livros espíritas dominaram a minha mente e o meu espírito. Li o Evangelho Segundo o Espiritismo, o Livro dos Espíritos, o Livro dos Médiuns entre muitos outros que me deram as respostas que eu tanto procurava. Passei a lê-los diariamente e confesso que fui modificando, desarestei falhas, mudei o pensamento, aprendi a perdoar mais e, principalmente, a amar mais com o coração. Senti Deus mais perto, maior e muito poderoso. Aprendi a ser mais caridosa e menos egoísta. Aprendi a doar-me com mais amor no coração para com todos os que me procurassem no Centro Espírita. Aprendi a agradecer a Deus por me sentir mais paciente e resignada. Compreendi melhor a razão da vida e da morte. Aprendi a não julgar e sim a compreender os humanos, e aqueles que sempre necessitam de uma mão amiga. Eis que muito aprendi, mas tenho consciência de que muito tenho a aprender. O caminho delineou-se me trazendo muitos benefícios, mas, ainda assim, longe está a pretensão de achar que esta doutrina seja dona de toda a verdade. Há falhas humanas, sem dúvida. Este mundo é uma escola e aqui estamos vivendo uma realidade de aprendizado sem fim porque tudo se encadeia de uma forma que até os mais insensíveis sentem vibrar as cordas do autoconhecimento. A finalidade é uma só: A iluminação. Este mundo é uma morada de expurgo do mal. Vou narrar os fatos comigo sucedidos desde meus cinco anos de idade. Muitos, com certeza, ficaram no esquecimento com o passar dos anos. Lembro-me como se estes tivessem ocorrido hoje. Alguns estão escritos em folhas de cadernos, há muitos anos, à espera que fizesse um compêndio. Ao relê-los desanimei por ver a minha pouca qualidade de escritora, mas o que me incentiva é a grande vontade de realizar o sonho de escrever um livro, mesmo porque sei que é feito de promessas e que de forma alguma poderia esquecer. Quando se tem um fim a cumprir, é necessário ir em frente para formar a obra, sob pena de ficar com a consciência prejudicada. Esta é uma verdade. Será que é a minha verdade?
Dora Zambon Corá – Autora |
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Valor R$ 25,00 |
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