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Manoel Airton Macedo Rodrigues nasceu no Distrito de Tiarajú, em 11 de
novembro de 1943. Seu apelido Maneco foi batismo dos seus colegas da Escola
Estadual XV de Novembro, onde fundou, com a ajuda de seu irmão Adair e
outros colegas, o CTG Tio Anastácio, criando o primeiro corpo de danças, que
depois encontrou abrigo no CTG Caiboaté.
Maneco foi um tradicionalista reconhecido, prestou grandes serviços ao
movimento, criando outros grupos de danças em diversas entidades. E o mais
importante: plantou a semente nos colégios. A escola Fernando Abbott teve um
grupo que participava com galhardia no Estado gaúcho. O tradicionalismo em
São Gabriel teve em todos os seus passos a mão discreta mas competente do
Maneco.
Foi colaborados do Jornal O Imparcial durante muitos anos, com suas colunas
sempre atuais e suas críticas sutis aos fatos do momento. Dominava com
sabedoria as artes de escrever e da oratória. Foi professor nas Escolas
Perpétuo Socorro, Marques Luz e Celestino Cavalheiro.
Após sua morte foi homenageado pela Escola Sueny Goulart, a qual deu seu
nome ao Centro Cívico da Escola. Ainda como jornalista, foi redator de O
Imparcial e correspondente da Zero Hora.
Faleceu em 30 de outubro de 2001. Aos atos fúnebres do Maneco compareceu uma
multidão de crianças, idosos, ex-alunos, alunos, colegas, tradicionalistas;
inclusive um grupo de cavalarianos da coordenadoria tradicionalista. Ele
teve a marcante despedida que merecia. Colheu o que soube plantar com muita
dignidade e ética profissional. |
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Palavras
do Editor
Manoel Airton Macedo Rodrigues aprontou
com o maior mimo o seu Sonho para a Realidade, em 1993. É o
ano grafado nos originais que me entregou, anos mais tarde, quando consegui
arrancar-lhe de suas gavetas, numa de minhas visitas à querida São Gabriel.
Combinávamos a sua publicação quando infelizmente ele partiu em 2001. E os
originais foram ficando nos escaninhos de minha editora. E cada vez que os
via por ali, me olhavam, cobrando vida, querendo tomar corpo. Eu perdia o
prumo. (Enquanto a Alcance ia publicando centenas de autores deste mundão de
Deus. E os meus títulos próprios.)
O sentimento de culpa me incomodava. O Maneco ali, parado, em forma de papel
e de poesia, me olhando do partidor de uma cancha reta.
No início deste 2009, decidi: Vou fabricar um tempo para tornar Realidade o
Sonho do meu amigo. Amigo de sairmos para clubes e bailes, encontrar gurias
para dizer-lhes poemas, dançar e namorar.
A conversa com seus irmãos, Adair e Nilza, me alentaram a alma com a
permissão para editar o livro. (Com a ajuda do Professor Meneghelo, meu
mestre dos tempos do XV de Novembro, que me conseguiu o contato com ambos).
Agora podemos afirmar: Se no outubro de 2001 o poeta Manoel Airton faleceu,
no outubro de 2009 renasce com seu Sonho e Realidade na 3ª
Feira do Livro de São Gabriel e na 55ª Feira de Porto Alegre. Isso é a
ressurreição pela Poesia.
Ave, Livro! Ave, Maneco!
Rossyr Berny – Editor
Porto Alegre, outubro de 2009
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