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Desclausura - O verniz da unha na boca :: |
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Marcia Barroca |
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Marcia Barroca nasceu em Leopoldina/MG em 29 de
outubro de 1951 e reside há 30 anos no Rio de Janeiro.
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Em Marés e Semeaduras, livro inaugural de Marcia Barroca, a poeta ensaiava um versejar interessante e profícuo. Já semeava e começava a colheita que em DESCLAUSURA - O verniz da unha na boca chega plena de maturidade. E liberta para o voo forte de suas falas. As seis partes que formam a obra têm vida própria e ao mesmo tempo dão unidade temática, linearidade onde os adjetivos são poucos e os predicados muitos. Marítimas, Desclausuras, Marcada a quente na pele, Pátria sem abraços, Paris às escuras e A morte que vive em mim alinham-se plenos de beleza e emoção. A temática marinha é forte, compreensível a quem vive há muito no Rio de Janeiro. Passa pela temática social, engajada, séria; vai a Paris; perpassa os descaminhos do desamor; e deságua no grande questionamento da vida: a morte. Sempre com grande arrojo poético. Uma leitura rica aos que têm o livro entre as mãos. Mas ninguém imagina o parto que foi cada poema nascituro. De sua íntima tempestade criou furações para que lhe saíssem pela garganta em forma de versos: pontiagudos, ferventes, doridos. O amor (ou desamor) é mestre em fazer sofrer. Fecho o livro de uma leitura emotiva. E abro o coração para que os poemas se multipliquem e tomem vida na vida de todos. Rossyr Berny – Editor
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Salvação
Ensimesmada a lua cheia toca o mar
Placidamente mergulho nas ondas profundas
Como na vida perdida em sonhos etéreos
Meu mundo balança Preciso aprender com os acrobatas andar em cordas bambas
Tenho necessidade de piso firme em chão de terra batida
Cabeça e pés necessitam caminhar juntos
Abstração
Pequenos detalhes invadem as retinas
Olho as livrarias repletas de velhos livros Estantes e mais estantes empoeiradas, cheias de magia
Uma rua de sebos entre o calor e o colorido das capas Selvagem e estridente alegria
Sensualidade em fúria rasga a ferida aberta da minha feminilidade em espasmos invisíveis
Estar em Paris no auge da imaginação transpassa toda sintonia do abstrato
Paridas palavras
Rasga-se o útero adormecido ao compasso dos versos
Soluçam poemas que cumprem sua sina Desafios lavrados, plantados, repletos de sons
Desde sempre estive entre a amargura e a poesia
Apagou-se impetuosamente o amor O poema ressurge Único a construir afetos
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Valor R$ 25,00 |
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Lançamento na Bienal Rio 2009
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