Leonardo Holderbaum
Sobre o autor:
Leonardo Holderbaum nasceu em 21 de maio de 1989, na cidade de Porto Alegre/RS, onde reside até hoje. Estudou no Colégio Estadual Júlio de Castilhos (Julinho) em seu ensino médio. Atualmente, acadêmico do curso de Multimídia Digital, na Faculdade Unisul.
A Cidade dos Cata–ventos é sua primeira obra publicada, sendo uma seleção de alguns poemas escritos entre os anos de 2004 e 2009.
Um desenhista, um poeta, sou um sonho parte do todo… Que todos temem, e como eu sou um deles, devo temer.
Primavera
Amor que bate à porta,
acalma o coração.
Com frio na espinha,
escrevo versos ao meu amor.
Mas aqueles que não têm
a quem dedicar seu coração
saibam que tem muitas flores,
ainda a brotar nesse jardim,
basta enxergar que irão ver,
rosas perfumadas e carentes de paixão
É um apaixonado pelas belezas de sua cidade, seus monumentos, seus parques e sua história. Assim como pelo seu Estado, o Rio Grande do Sul.
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Palavras do Editor:
A mocidade de Leonardo Holderbaum não o atrapalha nem o impede de escrever poemas de boa maturidade. Nota-se que o conhecimento da vida e do mundo lhe emprestam sabedoria suficientes para iniciar-se com segurança na literatura. Sobretudo na difícil arte da poesia, onde já não bastam, como em muitos clássicos, enfileirar rimas e métricas. Muitos zelavam em demasia a forma, em prejuízo do conteúdo.
E ele, maduramente, dá mostras de sua qualidade, ao curvar-se frente a mulher, obra-prima da Criação e de todas as coisas:
Quando Deus criou o mundo
criou os rios
as estrelas
as florestas
e os animais.
Quando Ele acabou sua criação
sentiu falta de algo
então, pegou um pouco do brilho das estrelas,
a pureza dos rios
e a beleza de uma flor.
Dessa união nasceu a mulher,
um ser que ilumina o universo
com a sua encantadora beleza
e, mesmo depois de sua viagem,
a sua luz ainda iluminará o universo para sempre.
E os poemas passam agradáveis pela Cidade dos Cata–ventos, perpassam como se fluíssem junto ao sangue que dá vida ao corpo e sentido à vida.
O tempo de leitura de um livro de poemas anda ao inverso, des/anda. Antitempo, anti-horário, rejuvenesce ao invés de envelhecer.
Ave, poesia!
Rossyr Berny – Editor





































