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| Estações
do Homem |
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| Rossyr
Berny |
ISBN
85 - 87262-28-9 |
128
páginas 14 x 21 R$ 10,00 |
O
alvo da poesia
Se o alvo da poesia continua a ser o sentimento
e o prazer dos olhos de quem harmoniza a linguagem em si,
espera-se já – murmúrio, regato –
que a poesia rossyriana designe vocábulos pictóricos
ímpares. Sucintamente, Rossyr desmancha os assoalhos
o pecado em sua especialidade poética e circularidade
em Estações do Homem, quando diz: grávida/
põe-se a vida no porto/ parto de altíssimo
risco/ cais propício a piratagem.
A metonímia requintada, neste poema,
é cubista porque implode a forma gramatical e explode
em luminescência da sintaxe poética. É
necessário, para tanto, abarcar num pedaço
do futuro e saber que Rossyr retesa o arco-íris e
suas estações fremem quando jardina o poema
acorda bamba: ruminar os dias/ sem engolir/ nem vomitar.
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Que
felicidade saber que em verso a verdade do poeta é sempre
nova.
A quarta dimensão da possibilidade lingüística
está no aforismo, e só Oscar Wilde teria a mesma competência,
se recitasse: congresso nacional brasileiro: ferida maior que
o corpo.
Rossyr Berny é um artista que esculpe a
palavra com a alma do filósofo e deixa nas páginas
deste belo livro um lembrete que navega pela precisão pessoânica
que conduz: ...ou o homem hoje/ morre cumprindo vida deficitária/
ou enlouquece e se salva.
Zé
Augusto Marques
Rossyr
Berny
tem sido poeta da e na palavra, e neste Estações
do Homem chega a um estágio verdadeiramente
magistral, conseguindo uma síntese que, se não
estou equivocado, constitui o apanágio da poesia propriamente
dita – aquela relação íntima entre
ritmo e sentido; a valorização do léxico
mesmo em detrimento da sintaxe; as metáforas provocantes
que só consigo o poeta têm compromisso
José
Edil de Lima Alves
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