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| Fidelidades |
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| Paulo Hecker
Filho |
ISBN
85 - 7063-119-7 |
128
páginas 14 x 21 R$ 15,00 |
Grande
poesia fácil
Sendo a poesia para poucos, o poeta historicamente entregou-se
a uma linguagem que se distanciou irremediavelmente da fala,
do diálogo que aceitasse o dia sem prodígios
e o homem comum sem poesia. A poesia, assim, passou de encantamento
à resistência ao convívio.
Paulo Hecker Filho, que conhece bem essa
poesia e outras, que leu os poetas herméticos e os
populares, os poetas falsamente brilhantes e os falsamente
simplórios, e sobretudo os poetas mesmo, isto é,
os sem medo da linguagem ao ponto de não vesti-la
com brilho excessivo e dispensável, abriu mão
da retórica e caiu no povo, na rua, na poesia real
e original que existe em cada homem e em cada lugar em regra
não tomados como tema poético.
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O
verso de Hecker não é um a pedra dura e áspera,
mas uma linha de canção suave ou prosa melodiosa
a serviço do êxtase lírico. Não e
aquele verso implacável e antipático revestido
de uma retórica dúbia, mas uma palavra ou várias
delas que se entregam ao reconhecimento imediato de pessoas
sem defesa ou sem medo de mergulhar na luz ou no escuro da plenitude,
aquela que só encontramos na poesia, um gênero
que reside muito além do verso fabricado e muito além,
claro, da emoção derramada sem limites.
Os limites do autor de Fidelidades são
os de um poeta experimentado. Não pelo artesanato fútil
do verso previsível,com cara de verso austero e verso
“sábio”, mas os de um homem que sabe que
a poesia sopra onde habita o barro e o homem capaz de ali sujar
os pés, a roupa e a alma. Alma sobre a qual esse mesmo
poeta sopra, fiel à vida cotidiana (não seria
vida reconhecível sem esse hábito de ser precária)
Paulo Bentancur
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