A
singeleza, o otimismo, a originalidade, somados à síntese,
declaram que Valmir deita olhos poéticos
sobre os dias, as noites, as coisas da vida e sobre a própria
vida como um todo: sua complexidade, sua perplexidade, sua miséria
ou riqueza humana.
Ter nas mãos Olhos de Rimas é
ter nas mãos a oportunidade de repensar sobre assuntos
que permeiam o nosso cotidiano, por vezes abatendo as nossas
esperanças ou cegando nossos olhos aos pontos positivos
das dificuldades.
Valmir Motola Batista traduz-se por sua grandiosa humildade
e por seu vigoroso talento. Estas são as pérolas,
poeticamente colocadas nas páginas deste livro.
A construção do verso é para o poeta uma
catarse, uma purificação, uma libertação.
E na sua face externa uma busca de comunicação,
algo tão difícil entre os homens, apesar da palavra
e do gesto. Com seguro acerto, diz Nylza que ao divulgar seus
versos deseja partilha e permanência. É aquilo
a que todo poeta aspira: comunhão e imortalidade. O poema
só se realiza plenamente quando lido ou ouvido por outrem.
E a duração, maior ou menor, dependente de tantas
áleas, lhe é de logo assegurada, visto que qualquer
verso publicado em livro, apesar da fragilidade do papel, viverá
mais do que a mão que o escreveu.
Valeu a pena. Seu verso estará, em breve, partilhando
com muitos as suas sentidas emoções, e permanecerá
em muitas memórias. Rompeu os grilhões da clausura
e do exílio, e galhardamente atravessou o seu Rio Vermelho.
Nádia Torres - Editora