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          Do fundo do Coração : : Paulo Bertoletti  
     
 
     
 
Do fundo do Coração
Paulo Bertoletti
ISBN 85 - 7592 - 021-9
ESGOTADO

   É comovente a poesia de Paulo Bertoletti. Traz em si toda uma carga de emoção poética capaz de emocionar a insensibilidade dos que não amam. Mas ele ama por todos. Sua fala e seu verso são a voz do homem apaixonado, amante de sua musa. Musa que fere o poeta de ausência, mas musa, mulher amada. Que despreza, sim. Mas mulher sempre amada, capaz de promover no poeta, versos belos como estes:

“É, o tempo passa
E o homem se desespera
Os sonhos vão rio abaixo
Com ele a criança que era”

 

 

  As palavras, em todo o transcorrer do livro de Paulo Bertoletti, vêm do mais íntimo de sua alma, do fundo do sótão; vêm, também, das luzes geladas pelo verso de um homem apaixonado.
O poema “Dor” é toda a síntese do livro, o homem perdido em seu coração e seu universo: perdido em sua existência terrena, humana e, sobretudo, acha-se perdido nos íngrimes dias, total aridez:

Ouço passos no corredor
Devem ser os passos
Da minha própria dor

Neste exato momento
Sou completamente exílio
No abandono do
Meu próprio ser

No entanto, é também neste ambiente que o Poeta se consola e se reconstrói. Sacode-se da poeira e teias velhas e nota que o horizonte é logo ali. Não mais uma miragem, mas um oásis possível. Isso é que torna a Poesia um encantamento. E de versos tocados de paixão é que este Do fundo do coração está repleto.

Rossyr Berny – Editor

De onde vem a Poesia de Paulo Bertoletti

Do fundo do meu coração
Vem esta chama ardente
Este fogo incandescente
Que explode em calor

P.B.

O excerto acima mostra bem o lugar de onde vem a poesia de Paulo Bertoletti: Do fundo do coração. É uma poesia visceralmente amorosa e desamorosa a um só tempo. Vem do negro, ausência de cor – ao branco, a soma de todas as cores. Seu poetar toma as inumeráveis matizes para falar de sua dor, da amada que desama, dos dias rigorosos em cobrar a preço de ouro o respirar.

É uma poesia simples como a vida, marcada de altos e baixos, com momentos em que o verso é lava incandescente, recém explodida dos vulcões, a correrem nas veias e artérias do poeta, da poesia. Por isso entendemos que sua força lírica vem Do fundo do coração.

Veja que, já final do mesmo poema, que dá título ao livro, Paulo Bertoletti, recupera-se do sofrer e confessa, exultante:

“Mas as lágrimas logo cessaram
No dia em que te reencontrei
E as cores do amor acordaram
A felicidade que sempre procurei”


E todo o transcorrer do livro, como o passar dos dias no mundo, os corações brilham e escurecem, amam e esquecem, partem e voltam, escrevem e entregam à vida os seus versos, para deixarem menos bélico o Planeta.

Nelson Fachinelli
Pres. da Casa do Poeta Rio-Grandense

 

 
 
 

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