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Quando
resolvemos fazer o livro, perguntei ao Alcir: “Será que não
vai haver críticas sobre algo que não ensina nada?”
Ele prontamente respondeu: “Acho que não, Rossyr. Eu sou
professor e em sala de aula sempre inventei uma maneira de fazer com que
meus alunos se interessassem pela matéria. Um mestre inteligente
poderia trabalhar estes textos malucos”. Foi quando disse a ele:
“De que maneira poderiam aproveitar um livro com Português
tão desfigurado como este da Internet?” E ele, sorridente,
ponderou: “Muito simples! Basta entregar o texto aos alunos e desafiá-los
a reinterpretarem e retransformá-lo em grafia usual, correta, fazendo
o caminho de volta”. Fiquei olhando, quando ele concluiu: “A
gurizada, tenho certeza, se divertiria muito. O professor usaria esta
maneira didática para ensinar nossa língua, num português
escrito gramaticalmente correto, mostrando inclusive as regras de ortografia.”
Se não estiver certo, Deus que nos livre e ajude. KKKKKKKKKKKKKKKK.
Portanto, navegue e divirta-se. E, nas conversas reais, informe aos amigos
que o livro aborda, com muito humor, os bate-papos virtuais deste mundo
global.
Rossyr
Berny
Editor |
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APRESENTAÇÃO @}-%--
Com o advento
do computador e da informática o mundo tornou-se pequeno. Dentro
de casa Vc entra em contato com os mais longínquos lugares e faz
qualquer pesquisa necessária ao seu estudo ou trabalho.
Mas, junto com isso, vieram novos conceitos. Um deles é o neologismo
de expressões. Apesar de conterem erros terríveis de português,
são usados nas salas de bate-papo, onde este palavreado toma conta
das telas. Muitas pessoas ficam assustadas quando verificam que os usuários
da sala grafam “vc” ao em vez de “você”
e “por quê?”, escrevem “pq”? Além
disto, uma série de carinhas (J L) fazem o dia-a-dia dos internautas.
Na 49º Feira do Livro de Porto Alegre, o Alcir Nicolau Pereira ganhou
o “IV Prêmio Habitasul – Revelação Literária”,
na categoria “Lero pq Quero”, com o conto “O Monstro
da Internet”. Antes deste fato, ele já estava escrevendo
alguns textos que abordavam o assunto. E um deles ganhou o prêmio.
O próprio autor diz: “Um professor de português (que
me perdoem os mestres Édison de Oliveira e Djanane Machado, de
quem fui – mau – aluno), certamente torceria o nariz para
este português internauta. Mas, algumas destas palavras irão,
com certeza, fazer parte do português falado e quiçá
do escrito, como aconteceu com outros vocábulos”.
Mais tarde, quando resolvemos fazer o livro, perguntei ao Alcir: “Será
que não vai haver críticas sobre um livro que não
ensina nada?” E ele prontamente respondeu: “Acho que não,
Rossir. Eu sou professor e em sala de aula sempre inventei uma maneira
de fazer com que meus alunos se interessassem pela matéria. Um
professor inteligente poderia trabalhar estes textos malucos”. Foi
quando disse a ele: “De que maneira poderiam aproveitar um livro
com português tão desfigurado como este da Internet? ”
E ele, sorridente, ponderou: “Muito simples! Basta entregar o texto
aos alunos e desafiá-los a interpretarem e transformá-lo
em grafia usual”. Fiquei olhando, quando ele concluiu: “Os
alunos, tenho certeza, se divertiriam muito. O professor usaria esta maneira
didática para ensinar nossa língua, num português
escrito gramaticalmente correto, mostrando inclusive as regras de ortografia.”
Se não estiver certo, que Deus que nos livre e ajude. KKKKKKKKKKKKKKKK.
Portanto, navegue e divirta-se. E, nas conversas reais, informe aos amigos
que o livro aborda, com muito humor, os bate-papos virtuais deste mundo
global.
Rossyr
Berny
Editor
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