LIVROS
:: ÍCONES DO TEMPO::
Evanise Gonçalves Bossle


Fosse de todos a gana, a necessidade pela criação artística da palavra, o mundo seria menos belicoso e mais belo. Mas o cotidiano armado de tacapes e de mísseis tem-se proliferado demais, como lamenta a poeta em sua obra inaugural Ícones do Tempo: “Um mundo fragmentado / E desconexo, / Dentro do vazio do nada”.
Também a poeta, por vezes, exaure-se, busca o braço forte do amado:
Eu quero me aconchegar no teu ombro
E chorar até dormir,
E depois acordar leve e livre
E talvez, feliz.
Por outro lado, o que nos enche de esperanças, é a trincheira ergui-da pelos poetas no campo minado da vida. Poetas como Evanise Gonçalves Bossle armam-se de versos brancos e raras rimas para anunciarem aos sete ventos sua rebelião pela paz. Evanise levanta no mais alto píncaro sua bandeira poética consagrando a vida. Resiste:
Marco a minha vida em intervalos
Regulo a imagem do astro
Que me traz um brilho intenso
Resplandeço em cada momento.
Evanise sabe que escrever um poema é sempre um fluir de vida, a cicatrização de sonhos estropiados.
Ícones do Tempo, enfim, é um livro que revitaliza.

Os editores

Evanise Gonçalves Bossle nasceu em 31 de outubro de 1971, em Caxias do Sul/RS. Tem Licenciatura Plena em Letras e Pós-Graduação -Latu Sensu (especialização em Língua Portuguesa) pela Faculdade de Ciências e Letras de Osório FACOS. Participou da Antologia de Poemas “Rosa dos Ventos / Roda de Versos”, em Passos/MG, com os poemas “Pensamento” e “A Razão”. Recebeu “Menção Honrosa” no V Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães (Setembro/1997). Recebeu “Menção Honrosa” no concurso literário concedido pela Casa do Poeta Rio-Grandense, com o poema “Tempos do Sem Fim”. Participou da Coletânea 1998 da Associação Artística e Literária “A Palavra do Século XXI” com o conto “O Retorno”. Recebeu diploma na categoria “Destaque” no XIX Concurso Nacional de Poesias, promovido pela revista Brasília (Brasília, julho/1998) e na categoria “Destaque Especial” para a composição de texto, na Olimpíada Cultural 500 Anos de Língua Portuguesa no Brasil, em Barra Bonita/SP, em outubro/1999.



Refletindo sobre o próprio ato de escrever, procurando desvendar os mistérios da palavra, como se fosse uma cirurgiã do verso, e que com um bisturi certeiro e cortante vai seccionando a palavra em seus muitos sentidos e significados; a palavra, que é, em última instância, a ferramenta essencial do poeta e a matéria prima do seu canto.

Rossyr Berny
Editor


PREFÁCIO

Nunca é demais dizer-se que, entre nós, os talentos artísticos pululam em cada canto. Certamente, a mistura de raças, credos e culturas possibilitam ao solo brasileiro fazer com que aqui germine e cresça dons os mais diversos em todos os ramos da arte e da cultura.
Não é diferente aqui neste torrão sul-rio-grandense. Entretanto, não basta o talento, o dom, a vocação, por mais fortes e genuínos que tais manifestações possam ser. Somente à custa de muito estudo, pesquisa e trabalho se poderá transformar esta vocação e este talento em produção artística de qualidade. E é isto o que vem fazendo a professora, escritora e poeta Evanise Gonçalves Bossle.
Possuindo os cursos de Licenciatura Plena em Letras e Pós-Graduação-Latu-Sensu (especialização em Língua Portuguesa), a poeta Evanise, após participação em diversas antologias, concursos e eventos literários, tendo recebido vários prêmios, distinções e menções honrosas por diversas casas acadêmicas e/ou literárias, faz sua estréia, neste ano da graça de 2006, com livro individual, no caso, este Ícones do Tempo.
Refletindo sobre o próprio ato de escrever, procurando desvendar os mistérios da palavra, como se fosse uma cirurgiã do verso, e que com um bisturi certeiro e cortante vai seccionando a palavra em seus muitos sentidos e significados; a palavra, que é, em última instância, a ferramenta essencial do poeta e a matéria prima do seu canto.
Assim, quero saudar com todo entusiasmo a poeta Evanise Gonçalves Bossle que chega para ficar e fazer parte do vasto panteon das letras gaúchas, como nestes versos do poema que dá título ao livro, em que se desnuda e anuncia um tempo novo, porque a poesia tem este dom de renovar não apenas as palavras, mas a própria vida:

Eu venho contando histórias,
e quando conto, remodelo meu mundo,
e quando escrevo transfiro meu som
enigma da alma dispersa.

E meus substantivos
são ícones ternos,
e meus verbos
parecem eternos.

Rossyr Berny
Editor

 

Valor R$ 10,00

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