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Por duas razões, no mínimo, Maíldes Alves
de Mello diz a que veio neste seu quarto livro: dar testemunho
ao Tempo de sua luta, tropeços e conquistas, enfim, prestar contas
de seus dias ao dia eterno; e igualmente fazer de seu livro um registro
de singularíssimas lições, ensinando o que tão
bem aprendeu.
Não fosse o já sugestivo e esclarecedor título do
livro, Memórias Romanceadas – tem o modesto
subtítulo, e nem carecia sê-lo – Uma Vida Comum.
Bem que o adjetivo poderia ser incomum, repleto de singularidades que
é a vida deste respeitável senhor de 77 anos, agora escritor
de talento, comprovado por este auspicioso e rico volume de 400 páginas.
É a síntese vencedora da vida daquele jovem de Júlio
de Castilhos, que em 1945 liberou ao mundo seu grito de guerra, mesmo
fardado grande parte de suas décadas de caserna, estratejando a
paz e a concórdia ente os homens de boa vontade.
À igual conquista de pertencer à “briosa Brigada Militar”,
como Psicólogo, ao longo de sua profissão jogando luzes
nas consciências alheias. Igualmente como Advogado buscou inundar
de justiça e retidão cada causa sua e de seus inúmeros
clientes.
Memórias romanceadas, uma obra séria, mas também
com a leveza do hilário e do pitoresco tornam este livro uma leitura
obrigatória.
Maildes Alves de Mello, mais do que sua vida, simplesmente, nos desvenda
sua vida exemplar.
Rossyr
Berny
Editor
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MAILDES
ALVES DE MELLO, como capitão PM, foi atingido politicamente
pelo AI 1 de 1964. Preso diversas vezes, processado, teve sua carreira
interrompida, mas reconquistou seus direitos, sendo hoje Coronel reformado
da Brigada Militar.
Em 1985 intermediou junto do governo Jair Soares a reabilitação
dos “expurgados” gaúchos, independentemente da anistia,
sendo co-redator das leis de anulações daqueles atos discricionários
praticados pelo governador à época da eclosão do
Movimento Militar de 64.
Graduado em Psicologia e advocacia, é membro do Instituto dos Advogados
do Rio Grande do Sul (IARGS).
Na gestão 91/92 da OAB/RS, foi conselheiro, vice-presidente da
4ª Comissão de Ética e Disciplina (CED) e membro da
1ª Câmara Recursal e encarregado da construção
da Escola Superior de Advocacia, entre outros cargos.
Em 2003 foi condecorado pela OAB/RS com medalha por bons serviços
prestados à Ordem e à Classe, como Comendador da Ordem “Osvaldo
Vergara”.
É autor dos livros A Greve no Direito Positivo Brasileiro
(Ed. Síntese, 1981); A Verdade (Ed. Tchê, l994); e JANTAR
DOS INOCENTES – a saga dos expurgados gaúchos (Ed. Tchê,
1997).
APRESENTAÇÃO
Improvisado
mestre de Direito Constitucional na conceituada Faculdade de direito da
UNISINOS, discorria sobre a vida de nosso imperador S. Pedro I, suas relações
amorosas, quando fui interrompido por um aluno, que proferiu uma verdadeira
aula sobre a pessoa da futura Marquesa de Santos, Domitília de
Castro do Canto e Mello.
Impressionado com a segurança e conhecimento com que ele esgrimia
o tema, fui informado de sua possível relação de
longínquo parentesco com a dama que sacudiu o primeiro reinado.
Tais laços familiares como explica o autor em sua obra, não
foram confirmados.
A partir daí, nascia uma amizade como ex-aluno, colega e companheiro
Maíldes Matos de Mello que já ultrapassa um quarto de século.
Não sou critico de obra literária ou jurídica, aliás,
não sou critico de coisa alguma muito menos de seres humanos, pois
não consigo sequer julgar (com isenção) a mim mesmo.
Daí, nunca ter sido tentado pelas brilhantes carreiras do Ministério
Público e da Magistratura.
Mas, com o título de “rábula e camponês”,
na feliz expressão do inesquecível colega Mariano Beck,
tenho condições de falar sobre essa invulgar pessoa e cidadão
que é Maíldes Alves de Mello. O que me credencia tanto são
esses longos anos de convivência fraterna.
Fruto, seguramente, de uma excelente formação familiar,
aliada a uma rígida disciplina adquirida na caserna. O autor plasmou
o seu caráter na refrega da vida. Maíldes sintetiza o ser
humano alcançado à sua expressão mais autentica:
coerente, metódico, leal, solidário. A poucos assentaria
tão bem a expressão “companheiro” como a ele
(do latim Cum pane, segundo Francesco Carnelutti, “aquele que divide
conosco o pão”).
Sedimentou-se nossa amizade quando, tempos mais tarde, reencontrei Maíldes,
já advogando, ao lado de sua dedicada esposa, também ex-aluna
da UNISINOS.
À testa de nossa querida OAB-RS tive a honra de contar com seu
imprescindível auxilio. Maíldes, ao lado de nosso atual
bâtonnier Valmir Martins Batista e tantos outros colegas, inspirou-nos
duas grandes campanhas de valorização de nossa categoria
profissional: “Processo sem advogado é como justiça
sem juiz” e “Todo abuso de autoridade cometido contra o Advogado
no exercício profissional é um atentado contra a própria
Constituição Federal (art.133)”
Mas a trajetória vencedora de Maíldes Alves de Mello não
se esgota apenas na figura do Advogado, do brilhante Oficial da Brigada
Militar, do Psicólogo, do escritor.
Sua maior virtude finca raízes mais profundas no seu caráter
retilíneo, traço de conduta buscada por muitos e alcançado
por poucos. Isso porque, nunca perdeu o norte, nem mesmo quando muitos,
por conveniência ou medo, optaram por bajular os poderosos de plantão
e sacrificaram a coerência e seus ideais, contribuindo involuntária
ou conscientemente para longos anos de obscurantismo democrático
no país.
PREFÁCIO
Estou agradecido e honrado pelo convite para fazer o prefácio
dessa obra, não só por ser de um amigo mas, principalmente,
por poder falar sobre “Memórias Romanceadas” de Maildes
Alves de Mello, um grande homem, um grande militar, um excelente advogado,
único Comendador na Brigada Militar.
Um autor quando escreve uma biografia, faz longas pesquisas para conhecer
o biografado e, omitir, assim mesmo, por desconhecimentos, fatos importantes.
Maildes apenas abriu sua alma e deixou o coração falar
ao relatar fatos de sua vida.
Sentimos seu amor intenso quando fala dos netos e o orgulho que sente
quando diz: “ele são como os corredores das festas atenienses,
que passam o facho da vida”, pois eles serão a continuação
de sua própria vida.
Eu o conheci em maio de 1945 no 1° Regimento em Santa Maria. Fomos
soldados na mesma época. Ele recruta, eu soldado pronto. Ele
com escolaridade do 3° ano elementar, eu com o 1° grau completo.
Ao longo da vida ele me superou, chegou a Comendador da Ordem “Osvaldo
Vergara”, da OAB, orgulhando sua família, seus amigos,
seus companheiros de farda.
Como é bom conviver com quem sabe mais, tem algo a oferecer ao
outro.
Em 1964, ao ser expurgado, mostrou a força do seu caráter,
a fibra da sua personalidade ao não sucumbir naquela hora difícil
e hoje, com orgulho, pode dizer: eu sou vencedor.
Nestas memórias conta episódios significativos de sua
vida, da Brigada Militar e do Rio Grande do Sul.
Esta volta ao passado faz com que ele nos permita vislumbrar a grandeza
de sua alma, a força do seu caráter, a magnitude de sua
existência, mostrando aos jovens de hoje a realidade dos fatos.
Estas memórias, que despertam recordações, foram
escritas sob a atmosfera de grandes emoções, pondo em
relevo sua capacidade literária. São paginas francas,
prendem a atenção pelo estilo simples e de bom gosto e,
ainda, pela eloqüência dos fatos.
O memorialista conta acontecimentos e atitudes das pessoas que neles
tomaram parte, sempre cioso da verdade.
Suas palavras são de agradável leitura pela fiel narrativa
de episódios que abalaram sua vida e se desenrolaram em diferentes
lugares.
Este livro vai provocar discussão e celeumas pelas verdades que
conta.
O autor teria muito mais coisas a dizer, ao encerrar seu depoimento
histórico. Não quis. Fez bem? Fez mal? Não sabemos.
Seria bom que prolongasse suas memórias, porque conhece e viveu
muitos acontecimentos de bastidores que não foram relatados.
Júlio de Castilhos, sua terra natal e seus amigos muito se orgulham
de “Memórias Romanceadas”.
João
Amado Réquia
Coronel PM RR e economista
A
trajetória vencedora de Maildes Alves de Mello não se
esgota na figura do Advogado, do brilhante Oficial da Brigada Militar,
do Psicólogo, do escritor. Sua maior virtude finca raízes
mais profundas no seu caráter retilíneo, traço
de conduta buscado por muitos e alcançado por poucos.
Dr.
Nereu Lima
Advogado e ex-presidente da OAB/RS
Esta
volta ao passado faz com que ele nos permita vislumbrar a grandeza de
sua alma, a força do seu caráter, a magnitude de sua existência,
mostrando aos jovens de hoje a realidade dos fatos. Estas memórias,
que despertam recordações, foram escritas sob a atmosfera
de grandes emoções, pondo em relevo sua capacidade literária.
São páginas francas, prendem a atenção pelo
estilo simples e de bom gosto, além da eloqüência
dos fatos.
João Amado Réquia
Coronel PM RR e economista
Memórias
romanceadas – Uma vida comum, é a síntese vencedora
da vida do jovem de Júlio de Castilhos, que em 1945 liberou ao
mundo seu grito de guerra, mesmo fardado grande parte de suas décadas
de caserna, estratejando a paz e a concórdia ente os homens de
boa vontade. Maildes Alves de Mello, mais do que sua vida, simplesmente,
nos desvenda sua vida exemplar.
Rossyr Berny
Editor
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