LIVROS
:: NASCE UM POEMA ::
Marilú Duarte




Marilú Duarte, que há muito vem criando e publicando seus poemas em livros, coletiva ou individualmente, aqui consegue aperfeiçoar sua abrangência literária e temática.
Com vôos cada dia mais longos e altos, alcança com seu olhar de águia sensível a ampla vida e oferece seus versos; toca o mundo e toca as gentes com sua poesia, tão palpável em sua sensibilidade humana e fraterna que são capazes de se permitir tocar. E emocionar... e emocionar-se.
Tanto avança em novos caminhos com seu versejar seguro que resolve homenagear em Nasce um poema, a Língua poética de Borges, de Cervantes. Em Espanhol seus textos recebem, igualmente, um brilho singular. E se já brilha em nossa Língua mater, a de Camões, agora amplia sua abrangência, de maneira bilíngüe, iluminando novos horizontes.
Nasce um poema, nasce um livro e nasce mais vida ainda por onde pulsa, vibra e trilha a pessoa Marilú Duarte e por onde se multiplica esta valiosa mulher e poeta.

O Editor

 

Licenciada em Letras e Estudos Sociais, pela UCPEL e pela Universidade de Dom Bosco, realizou lançamento de seus livros e várias exposições de seu acervo fotográfico no Canadá, Romênia, México e Cuba, juntamente com escritores e artistas plásticos nos encontros culturais promovidos pelo Projeto Cultural Sul, pelo Instituto Brasil Romênia em Brasília e pela ABRACE (Montevidéu). Editou o seu oitavo livro "Sem você... sou ninguém", pela Editora Alcance, recebendo premiação no concurso "Cem livros do século" promovido pela Casa Brasileira de Cultura. Fotogra-fou e editou 56 modelos de postais de Pelotas, Jaguarão, Brasília e Montevidéu por ocasião dos Encontros Artís-ticos e Literários que participou. Integra a Academia Sul Brasileira de Letras, Casa Brasileira de Cultura IHGPEL (Pelotas), a Fundação Dr. Carlos Barbosa Gonçalves (Jaguarão) e as Academias – ALAP (Rio de Janeiro), AICLAF (Minas Gerais), a Associação de Jornalistas e Escritoras (Porto Alegre), Associação Nacional de Escritores (Brasília) e a União Brasileira de Escritores (São Paulo).


APRESENTAÇÃO


Não é sempre que a poesia bate em nossa porta. Tomados de assalto pelo cotidiano repetitivo e pela linguagem violenta das ruas das metrópoles atuais, poetas e não-poetas, somos todos passageiros de um trem desgovernado, e nunca sabemos se estamos chegando ou partindo, e se há um destino ao qual chegaremos como felizes turistas.
E porque tudo é caótico e sem sentido, gemendo e chorando neste vale de lágrimas aguardamos ansiosos o momento do milagre, o instante salvador que virá para resgatar nossas vidas quase que perdidas, nossas multiplicadas angústias, e desta morte diária que são so compromissos absurdos que uma vida mais adsurda ainda nos impõe.
Assim, é com renovada esperança e sutil alegria que nos levantamos para receber o sopro benfazejo de uma poesia amadurecida no labor diário, versos saídos do coração de uma mulher com a sensibilidade à flor da pele, a quem foi dado o dom de conduzir uma lanterna, um facho de luz que, a cada instante, nos surpreende, nos redime e nos salva desta morte cotidiana a que parecíamos condenados para todo o sempre.
Pois aqui está a poeta Marilu e seus versos salvadores, a convidar-nos para em sua companhia, tomarmos parte neste grande banquete intelectual que ela nos apresenta logo no início do seu livro:

“Abre-se uma página no livro da vida,
À espera de alguém com muita ousadia
Para transformar os momentos vividos
Em êxtase, encanto, luz, e poesia.”


E de poema em poema, de verso em verso, a poeta Marilu vai se desnudando e nos revelando uma alma plena de nobreza, um ser humano que combateu em diversos fronts, acostumada com as vicissitudes que a vida nos apresenta em cada dobra e curva do caminho; mostra-se por inteira, a si e as suas perguntas que são individuais, mas também coletivas, porque tratam dos temas universais e atemporais como amor e morte, solidão e esperança, sofreguidão e saciedade, e as perguntas que se faz são também as perguntas que nos fazemos:


“Que rosto é este que me olha sem me olhar?
Que olhos são estes que não querem iluminar?
Que sorriso é este que de tão velho perdeu seu brilho?
Que caminho é este, sem estradas, atalhos ou trilhos?”

Poesia íntegra de uma poeta que bebeu em todos os vasos, que leu Drummond, Fernando Pessoa, apenas para citar estes dois expoentes da língua portuguesa, e que soube tão bem elaborar pensamentos e versos originais, que a fazem dona de uma estilo próprio e a colocam ao lado de outros nomes importantes da poesia de nossa terra. Poesia dotada de significados múltiplos e de signos e símbolos contemporâneos, o mundo poético em que a escritora Marilu transita é o mundo vasto e sem fronteiras da arzão e do sentimento, do coração e da paixão, do desejo carnal e da sublimação do espírito, e assim podemos juntar nosso canto ao seu, quando diz:

“Sou o orvalho e me desfaço
Sou a orquestra e o seu compasso
Sou os acordes de um violino,
Sou o toque suave dos sinos.”


Rossyr Berny
Editor


Não é sempre que a poesia bate em nossa porta. Tomados de assalto pelo cotidiano repetitivo e pela linguagem violenta das ruas das metrópoles atuais, poetas e não-poetas, somos todos passageiros de um trem desgovernado, e nunca sabemos se estamos chegando ou partindo, e se há um destino ao qual chegaremos como felizes turistas.

Rossyr Berny
Editor

Valor R$ 10,00

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