LIVROS
:: OUTONO NO BOM FIM::
Luis Wëlter




A resistência em sobreviver da obra literária e o livro reúnem em si toda a heroicidade da vida.
É quase de dar dó. Nada parece mais melancólico e estéril do que o escritor estratejando seu texto para trazê-lo à luz da edição. A cada verso ou frase busca salvar o mundo de suas precariedades. Afaga a palavra, gesta uma idéia nova com amor parturiente, divinal.
Para os realistas, escrever é quase um ato de autoimolação, um quase haraquiri. Mas para homens iguais a Luis Wëlter e todos os outros seres positivos, o ato de criar e dar vida aos livros é o que de melhor se pode conquistar.
No caso da estonteante novela Outono no Bom Fim, temos uma certeza: por mais cruel e analfabeto de sentimentos que esteja o mundo a luz da literatura se multiplicará. Luz que já se iniciara vitoriosa e invulgar em seu primeiro livro de poemas Paisagens vazias, cheio de bons auspícios.
Mais do que Outono, Luis Wëlter nos entrega, em mãos, todas as estações da vida no Bom Fim.

Rossyr Berny
Editor


Luis Airton Wëlter
nasceu em São Borja, Rio Grande do Sul, em 12 de junho de 1978.
É acadêmico de Comércio Exterior na FTEC, em Porto Alegre, onde reside há 6 anos. Ainda em São Borja começou a desenvolver sua veia poética, quando, em 1998, venceu alguns concursos de poemas e contos, promovidos na cidade. Este destaque valeu-lhe convite para morar na Capital gaúcha, em 1999.
Publicou seu primeiro livro de poemas em 2004, Paisagens vazias, muito bem aceito pelos que tiveram oportunidade de ler a obra. Em 2005, também pela Editora Alcance, participou das coletâneas literárias Mercopoema III, Brasil Poeta e CAPORI 41 Anos.
Outono no Bom Fim promete, e merece, um reconhecimento ainda maior, pois além de ser uma novela muito interessante é bilíngüe, contemplando com a possibilidade de leitura os fraternos irmãos de fala espanhola, além do honroso prefácio do imortal Moacyr Scliar à obra.




PREFÁCIO

Um romance escrito pelas mãos de um poeta! O que podemos esperar de uma obra com tal característica?
A resposta é óbvia para quem, como eu, já conhece Luis Wëlter. Para quem não o conhece, resta a irresistível tarefa de devorar com os olhos cada página deste livro e garanto que, antes mesmo de chegar a última, terá o prazer de conhecê-lo. Porque Luis Wëlter escreve assim, com sua alma tão alva como a dos anjos querubins.
Outono no Bom Fim divide-se em três partes bem distintas, mas que em sua narrativa leve, tende a fundir-se para tornar-se um romance delicioso. Existe uma narrativa em terceira pessoa (o romance em si) em que o protagonista mistura lembranças do passado com a esperança de reencontrar e finalmente poder viver um amor bruscamente interrompido. Em meio a isso há uma narrativa em primeira pessoa em que o autor (sentado à mesa em um café no Bom Fim) ensaia crônicas que se tornam em verdade uma agradável conversa com o leitor sobre literatura, cinema, saudades, amores e coisas do cotidiano. Afora isso, o autor interrompe a narrativa em alguns trechos para nos trazer um pouco da história do bairro onde o romance é ambientado, o bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Personagens, ruas, lugares, enfim, uma pequena aula que, somada ao todo, torna-se uma verdadeira declaração de amor ao bairro.
Lembro-me de ter lido sobre Paisagens Vazias, o primeiro livro de Luis Wëlter, onde diziam que “mesmo sendo um livro de estréia, ele alcançou um primor poético comum apenas entre os veteranos”. Pois este Outono no Bom Fim segue a mesma linha. E é bom a crítica ir se acostumando com este nome, por que Luis Wëlter não é uma promessa, uma revelação, uma surpresa. Luis Wëlter é a mais doce e amável realidade da nova literatura. E ao chegar à última página, antes de fechar este livro, antes de guardá-lo na estante (provavelmente entre seus preferidos), lembre-se que agora você também o conhece, são amigos, são íntimos. Não esqueça de dizer-lhe: Prazer em conhecê-lo!

Patrícia Azevedo
Jornalismo - PUCRS


 

Luis Wëlter é, como eu, um apaixonado pelo Bom Fim e soube transportá-lo para as páginas desta narrativa, em que ficção e realidade se misturam de maneira harmoniosa. Daí a leitura prazeirosa.
O autor deu à nossa literatura uma bela contribuição. Tenho certeza de que não apenas o Bom Fim como a cidade, o Estado e o país lhe serão gratos por isso.

Moacyr Scliar
Da Academia Brasileira de Letras



Um romance escrito pelas mãos de um poeta! O que podemos esperar de uma obra com tal característica? A resposta é óbvia para quem, como eu, já conhece Luis Wëlter. Para quem não o conhece, resta a irresistível tarefa de devorar com os olhos cada página deste livro e garanto que, antes mesmo de chegar a última, terá o prazer de conhecê-lo. Porque Luis Wëlter escreve assim, com sua alma tão alva como a dos anjos querubins.

Patrícia Azevedo
Jornalismo – PUCRS



No caso da estonteante novela Outono no Bom Fim, temos uma certeza: por mais cruel e analfabeto de sentimentos que esteja o mundo a luz da literatura se multiplicará. Luz que já se iniciara vitoriosa e invulgar em seu primeiro livro de poemas Paisagens vazias, cheio de bons auspícios.
Mais do que Outono, Luis Wëlter nos entrega, em mãos, todas as estações da vida no Bom Fim.

Rossyr Berny
Editor




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