Márcia Morales
Sobre o autor:
Nasci em Porto Alegre, no dia 23 agosto de 1971, gêmea de Marcelo e irmã de Leonardo – filhos do Auditor Adalberto Etchechury Morales e da Artesã Guadalupe Silva Morales. Sou bisneta de espanhóis, italianos, africanos, guaranis e portugueses, neta de uruguaios e de brasileiros que costumavam fazer com as próprias mãos os utensílios dos quais necessitavam para os trabalhos domésticos, para a reforma de móveis ou para as lidas campeiras. Estudei na Escola Estadual Odila Gay da Fonseca e cursei Magistério no Colégio Maria Imaculada. Sou mãe de Isabella, Nathalia e João Vitor. Cursei a Faculdade de Direito na PUCRS e o Mestrado em Letras no UNIRITTER.
Sou artesã autodidata, e constitui a empresa Mix Bazar Ipanema, para promover o evento homônimo para divulgação e comercialização de produtos artesanais e de serviços no Bairro Ipanema, onde vivo desde que nasci.
Inicio o curso de Doutorado em Direito na UMSA, em Buenos Aires ,e participo de eventos acadêmicos em universidades de norte a sul do Brasil e no exterior, com o intuito de compartilhar o resultado de minhas pesquisas sobre o universo do trabalho artesanal.
Fotos:
Livros:
Do oleiro, em a caverna, a realidades da cerâmica artística brasileira
Palavras do editor:
Este trabalho de Márcia Morales Sales trata da constituição da identidade do artesão oleiro a partir da sua representação literária no livro A caverna (SARAMAGO, 2000) e da presença de artesãos do barro em determinados lugares de produção, exposição, divulgação e comer-cialização de objetos artesanais em cerâmica no Brasil.
Ao examinar as expressões identitárias de que trata Stuart Hall (2006), verifica-se que o ofício artesanal se equipara ao intelectual, discussão essa que Richard Sennett (2009), também propõe em seus estudos que partem da Enciclopédia de Diderot, examinados a partir do contexto das guildas medievais, ao do artífice empreendedor contemporâneo.
Examina-se a gênese da criação do personagem Cipriano Algor, relacionada à exposição permanente de arte popular no Museu Casa do Pontal (RJ) e à produção de cerâmica figurativa em Alto do Moura-Caruaru (PE), considerando a visita do autor ao museu e a experiência aurática entre autor-espectador e a obra de arte popular intitulada “Bom dia”, de Mestre Zé Caboclo, antes da publicação do romance.
Antonio Candido, Stuart Hall, Richard Sennett e Walter Benjamin oferecem suporte teórico para esta análise literária, em sua interface com estudos culturais e estudos da linguagem. Demonstra-se a valorização do artesão, do artesanato e do lugar em que se encontram os objetos artesanais no Brasil, a partir da análise da obra do escritor português contemporâneo José Saramago (1922-2010).
Rossyr Berny





































