Maria Calíope
Sobre a autora:
Maria Calíope, de origem portuguesa e espanhola, nasceu na década de 1920 entre os pinheirais vacarienses, zona rica em pecuária divisa com Santa Catarina, numa madrugada fria de julho quando as coxilhas e as cumieiras das casas de madeira se vestiam de neve e o quero-quero do banhado fugia do minuano que assoviava, querendo empurrar o mundo pela frente tal qual o tropeiro levando o seu gado pela estrada.
Por motivos familiares é que veio residir no Rio em 1943 quando ainda era Distrito Federal.
Serrana do Rio Grande do Sul, cursou inglês, jornalismo, datilografia, estenografia, é poetisa, escritora, acadêmica, pesquisadora, com três livros publicados de poemas e crônicas. Já ganhou vários prêmios e diplomas de cursos e concursos que participou no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Petrópolis, São Paulo,Brasília, Caracas, Itália e Cuba.
Pertence às Academias e institutos de Uruguaiana, Rio Grande do Sul, participando de vários concursos do Estado.
A partir de 13 de junho de 2008 passou a ser Comendadora da Irmandade D. João VI.
Livros:
Pétalas jogadas ao sabor dos ventos
Memórias Poéticas de uma Gaúcha
O Amazonas
Minhas Vertentes Poéticas
Chuviscos Poéticos.
Palavras da autora:
Alvorada do amor – Estou sonhando ainda Ou é realidade? Nem bem desperto, escuto Junto aos meus ouvidos Fustigando meus sentidos Acordes musicais! São pássaros angelicais Mil cigarras faceiras Em coro, em minha volta Antes do sol raiar Bem junto à minha porta Que dádivas sublime Será presente do céu, Esta saudação matutina? Não sei se eu mereço Nem sei o que pensar! O melhor é sentir Que algo está pra vir São fragmentos da juventude Vestígios da mocidade Que tentam resistir É o desabrochar da vida É a alvorada do amor! Amizade Amizade é gostar de alguém sem sentir Ter vontade de à toa sorrir Não semear e nem colher tristeza É cantar quando o amigo chegar É deixar que ele venha carente É sentar ao seu lado calado Sabendo-o acabrunhado Tombando no chão mas contigo ao seu lado É olhar em seus olhos sem que nada precises dizer É mostrar-lhe a razão de viver Se te pede chorando Deves dar-lhe sorrindo não desdenhes se ele insiste em te ver É semear esperança em seu coração tão descrente É ajudá-lo a chegar se a ribalta for alta demais E quando este amigo seguir ilumine o caminho Que ele há de passar Para que os outros amigos possam ver e aprender Na verdade Amizade é um bem que ajuda a viver É mais forte que o amor, a paixão São tão frágeis, egoístas... Amizade não cobra, perdoa E o destino do amor, da paixão não se sabe qual é Pois às vezes o seu fim é morrer...





































