Odone Antônio Silveira Neves
Sobre o autor:
Odone Antônio Silveira Neves é natural de Porto Alegre/RS, graduado em Letras Português/Francês e respectivas literaturas.
Especialização em Língua Portuguesa pela UFRGS. Mestre em Teoria da Literatura (Erico Verissimo) na PUCRS. Cursou Oficina de Criação Literária em Poesia, com o Prof. Charles Kiefer. Estágio de Língua e cultura francesas na Université Stendhal de Grenoble, França. Estágio no Centro Áudio Visual de Língua Moderna – VICHY, França. Foi professor de Português na Faculdade Porto Alegrense de Educação, Ciências e Letras e de Francês na Feevale, Novo Hamburgo/RS.
Assessor Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre. Membro da Diretoria da Casa do Poeta rio-grandense, Acadêmico titular da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves.
Foi Professor de Português e Francês nos colégios estaduais Júlio de Castilhos, Costa e Silva e em escolas municipais de Porto Alegre.
Atualmente leciona na Escola de Ensino Médio Emilio Meyer, nos cursos Normal e Médio. Tem participado de inúmeras atividades Acadêmicas relacionadas à sua área como cursos, palestras, seminários e congressos.
Fotos:
Livros:
A representação do Escritor em O resto é silêncio, de Erico Verissimo
Apresentação do livro A representação do Escritor em O resto é silêncio, de Erico Verissimo:
A representação do escritor em O resto é silêncio de Erico Verissimo, obra de Odone Antônio Silveira Neves, é o resultado da dissertação de Mestrado em Teoria da Literatura que o autor realizou na intenção de aperfeiçoar seu acervo cultural. O autor esmera-se no estudo detalhado dessa junção autor-personagem, ou seja, Erico Verissimo/Tônio Santiago.
Sabe-se que a literatura é uma floresta de símbolos e nela ecoam vozes múltiplas que usam vestimentas hieroglíficas que permitem ao escritor criar algo imaginário que se propõe como real, mesmo não o sendo. Todas as realidades e as fantasias só podem tomar forma através da escrita. Assim, na arte da palavra o verdadeiro e o falso se confundem, uma vez que e ela, a literatura, que possibilita seja o texto o lugar da realização do desejo, sempre preenchendo páginas brancas e espaços vazios.
Não cabe ao analista literário querer achar a verdade do texto ficcional (nunca ele será totalmente encontrado), e menos ainda querer descobrir se autor/personagem se identificam. Mas, por outro lado, a ficção acaba por ter vida própria. E justamente neste ponto Odone Antônio vai a fundo e explora a questão: Erico Verissimo é Tônio Santiago? A vida imita a arte?
A arte imita a vida? Neste contexto o autor navega com segurança, com domínio de conhecimento e sabe explanar sua posição. Quem ler esta obra concordará com o que afirmo aqui. A sequência textual e lapidar traz à tona uma temática que encanta, notadamente, àqueles que conhecem a obra do grande Erico Verissimo. Odone Antônio Silveira Neves registra-se para sempre na historiografia dos pampas com a certeza de que seu trabalho se coloca entre os primeiríssimos no gênero.
Ligia Antunes Leivas





































