Vanda Vargas

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Sobre o autor:

Vanda Maria da Silva de Vargas é natural de Montenegro/RS, e reside há bastante tempo em Porto Alegre.
Nasceu em em 25 de junho de 1948.

Foi aspirante das Missionárias dos Pobres da Congregação de São João Calábria em Porto Alegre, como diz: “onde nasceu minha alma.” Antes residiu em Santiago, Ijuí, Santo Cristo.  Cursou o ginásio no Instituto Santa Luzia e iniciou curso normal na Escola Maria Imaculada. Concluiu o curso em Montenegro na Escola Normal Jacob Renner.

Cursei Estudos  Sociais na URI, de Santiago; História, em Santa Rosa, na Faculdade Dom Bosco. Interrompi Mestrado em História da Cultura na PUC, Porto Alegre.

Pós-graduou-se em Orientação Educacional, na UNIJUÍ.

Foi Professora Estadual por 38 anos, uma experiência marcante em sua vida.

Sempre foi apaixonada pela alfabetização construtivista e libertadora. Mesmo aposentada é atuante em seu sindicato, o CPERS, por adorar política, por ela significar a magia do bem fazer para todos.

Ama música e brinca com violino, com violão e teclado.

Confecciona moldes de rostos e suas máscaras. Lê e escreve poemas até a madrugada.

O voo da baleia é seu primeiro, de uma série, pois escrever é uma de suas grandes paixões. Igualmente participa da antologia Poetas pela paz e justiça social, ambas publicações pela Editora Alcance.

Livros:

O voo da baleia

Palavras do Editor:

Poesia a qualquer tempo

Máscara,
Mas cara!
Mascará
Mascarará
A máscara
Mais cara
Para mascarar
A cara

O poema acima abre O voo da baleia, e abre o coração da poeta Vanda Vargas. Poema incisivo, contundente, belo. Livro marcante já anunciado pelo título. Provocante.

De outra parte a poeta é a mulher a cantar o amor, doa-se incondicionalmente:

Estou aqui ainda
Porque tu estás
Não poderia viver por tanto tempo
Sem tua presença mesmo em outro lugar
Nunca estiveste ausente
Como poderia ficar uma eternidade
Se me faltasses
Te amo para todo o sempre
Sabes que somente posso te dar amor
E chegarei ao final também
Se não existires mais

Qual fênix, a mulher também ergue-se das cinzas desamorosas, sobrevive:

Preciso do meu sangue
Para lavar a alma das dores
Que me causei
Preciso para reviver
Ser livre, voar céus
De outras plagas
Como a águia
Que no tormento e na dor
Se renova a vida. (…)

Vanda Vargas é o melhor exemplo de que todos os tempos e idades são propícias ao amor e à publicação do primeiro livro. Traz na experiência das décadas todo seu fulgor e brilho de verso bem acabado, singular e marcante.

Rossyr Berny – escritor e editor

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