Descrição
Uma relação pode adquirir uma vida própria?
Há discussões de casal que parecem conhecer o caminho antes mesmo que os participantes saibam como chegaram ali. Há famílias em que alguém termina ocupando sempre o lugar do frágil, do responsável, do rebelde ou daquele que precisa ser cuidado. Há grupos que produzem coragem, silêncio, medo ou hostilidade sem que nenhum de seus membros tenha planejado o resultado.
É desse território entre as pessoas que nasce este livro.
O Vínculo como Emergente parte de uma ideia simples: encontros repetidos deixam marcas. Aos poucos, criam expectativas, papéis, maneiras de perceber o outro e caminhos que tendem a ser percorridos novamente. O vínculo guarda história. E aquilo que nasceu da interação começa também a influenciar os participantes.
Para compreender esse processo, os autores aproximam campos que costumam permanecer separados: biologia do reconhecimento, neurociência social, psicanálise, teoria dos sistemas, estudos de grupos, redes e psicoterapia. A comparação não pretende reduzir amor a moléculas, famílias a organismos ou conflitos humanos a modelos matemáticos. Procura outra coisa: descobrir como unidades diferentes conseguem formar uma organização comum sem perder sua singularidade.
É nesse percurso que surge o conceito de emergente vincular e, dele, a Terapia do Emergente Vincular — TEV. O foco clínico se desloca do indivíduo isolado para aquilo que se repete entre participantes: como o ciclo começa, como cada resposta modifica a seguinte e onde uma pequena diferença consegue abrir outro caminho.
Algumas relações nos acompanham.
Outras começam, pouco a pouco, a nos organizar por dentro.





